Geraldo Alckmin agora promete entregar 6 obras de trem e metrô até 2018

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Futura estação São Mateus da Linha 15-Prata. Foto: Eduardo Silva

Em uma nova promessa, a gestão Geraldo Alckmin (PSDB) agora garante entregar seis linhas do sistema metroferroviário – todas atrasadas – entre o final de 2017 e começo de 2018. A administração estadual também voltou a culpar nesta quarta-feira (2) a falta de financiamento do governo federal pela série de atrasos nas obras de mobilidade.

Nesta quarta-feira, o secretário estadual de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, garantiu que as linhas 4-amarela, 5-lilás (ambas incompletas), do Metrô, 15-prata e 17-ouro do monotrilho, 9-esmeralda (extensão até Varginha) e 13-Jade, da CPTM, estarão em funcionamento nos próximos anos.

Linha 13-Jade e Linha 17-Ouro

Na última segunda-feira (31), ele e o governador culparam a falta de repasses do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) pelo atraso na linha de trem que vai ligar a zona leste da capital com o Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, na região metropolitana.

A linha 13, assim como o monotrilho da linha 17, ligando o Aeroporto de Congonhas com a estação Morumbi, tinham sido prometidas pelo governo tucano para a Copa do Mundo de 2014. A obra integra o transporte sobre trilhos com os dois terminais aeroviários da Grande São Paulo.

A nova promessa de Pelissioni, de concluir os seis ramais nos próximos anos, foi feita no Seminário Nacional da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) & Transpúblico. O evento também teve a participação do ministro da Cidades, Gilberto Kassab (PSD).

O ex-prefeito da capital paulista disse, durante coletiva de imprensa no evento, que o repasse do PAC de R$ 250 milhões para a linha 13-jade não foi feito porque o governo do Estado de São Paulo alterou o objeto do financiamento.

Ainda afirmou que pasta precisa analisar novamente o pedido. Logo após Kassab ir embora, Pelissioni negou a mudança e afirmou que o dinheiro continua sendo planejado para a compra de energia, a instalação dos sistemas de telecomunicações e sinalização da Linha 13-Jade.

“É importante esclarecer é que não houve mudança de escopo no pedido. A pópria Caixa Econômica pediu que a análise fosse feita no que ela vai financiar. A obra inteira tem um valor de quase R$ 2 bilhões. É mesma coisa que financiar um pedaço e analisar o todo. Nós pedimos que o Ministério das Cidades pudesse financiar e analisar aquilo que ela vai emprestar para nós. O objeto é o mesmo”, rebateu o secretário.

Extensão da Linha 9-Esmeralda

Além da Linha 13-Jade, há expectativa de entrega do prolongamento da Linha 9-Esmeralda até Varginha, no extremo sul da cidade. Seriam duas estações: Mendes-Vila Natal e Varginha, ambas depois do atual terminal, a Estação Grajaú. Prometidas para 2014, as obras só saem em 2017.

Linhas 4-Amarela e 18-Bronze

A conclusão da Linha 4-Amarela e a construção da Linha 18-Bronze, o monotrilho que vai para o ABC – não têm previsão de retomada (ou início) das obras.

O caso da Linha 4-Amarela é resultado de uma briga entre o Estado e o grupo espanhol Isolux Corsán, que saiu da empreitada afirmando que o Metrô não conseguia entregar projetos no prazo, entre outros fatores. O Metrô disse que a empresa não cumpria cronogramas.

Linha 5-Lilás

Há ainda atraso na Linha 5-Lilás do Metrô, paralisada em 2012 por suspeita de ações de cartéis das construtoras, mas que também foi atrasada por causa da descoberta em seu trajeto de uma adutora perto da Estação Adolfo Pinheiro.

Nota do atual secretário dos Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, ao jornal O Estado de São Paulo:

“A Secretaria dos Transportes Metropolitanos (STM) possui o maior projeto de investimentos em trilhos do Brasil: R$ 48 bilhões de reais para incorporar mais de 100 km de trilhos ao sistema em 4 anos. Tudo isso, com dinheiro do contribuinte paulista, e zero de aporte financeiro a fundo perdido, o que faz impactar negativamente nas obras em andamento. Só em relação ao PAC, aguardamos verbas de 1 bilhão, 740 milhões de reais; o Cofiex suspendeu em agosto último os processos de financiamento no País, que representa para nós 182 milhões de dólares – para citar apenas alguns – e, além disso, precisamos equacionar questões referentes à ampliações viárias, reassentamentos e desapropriações necessárias para o prosseguimento das obras, licenciamentos ambientais e novas fontes de financiamento.”

* Com informações do jornal O Estado de São Paulo

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