Professores de São Paulo decidem manter greve em nova assembleia

Os professores da rede estadual decidiram em assembleia, realizada no vão-livre do Masp, no centro de São Paulo, nesta sexta-feira (8) manter a greve que já dura 54 dias.

Os docentes interditaram completamente as pistas local e expressa da marginal Pinheiros, na altura da ponte Eusébio Matoso, sentido Castello Branco, por cerca de uma hora e meia. Às 20h45, a via já tinha sido liberada.

  • Viu algo no trânsito? Acidente, congestionamento ou falha no transporte? Envie agora no WhatsApp (11) 96292-9448 ou marque @mobilidadesampa. Sua informação ajuda milhares de pessoas em tempo real!
  • Siga o Mobilidade Sampa: X/Twitter, Facebook, Instagram, YouTube, LinkedIn, WhatsApp e Telegram.
  • Quer anunciar? Impulsione sua marca! Saiba mais.
  • Durante o trajeto, trechos das avenidas Paulista, Rebouças e da rua da Consolação foram bloqueados.

    Segundo a Apeoesp (sindicato dos professores), o protesto reúne cerca de 50 mil pessoas. A estimativa da Policia Militar, entretanto, era de que 1.500 docentes estavam no local.

    Os grevistas pedem reajuste salarial de 75,33%. É o percentual que o sindicato diz ser necessário para equiparar o salário do docente ao dos demais profissionais com formação semelhante.

    O governo afirma não ser o momento de discutir reajuste. Nesta semana, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse que, quando o último aumento completar um ano, em julho, discutirá novo reajuste.

    “Se o governo puder, quer dar o máximo. Agora, não tem como dar reajuste de oito em oito meses.” Para ele, a greve “não tem adesão”.

    As partes apresentam dados diferentes sobre a adesão à greve. O governo estadual diz que não passa de 5%. O sindicato fala em 50%.

    Levantamento da Folha com as 15 maiores escolas da capital nesta semana encontrou adesão de 15% dos docentes.

    Em nota, a secretaria estadual de Educação afirmou que lamenta a manutenção da greve dos professores, “nitidamente contaminada por interesses incompatíveis com o momento econômico atual” e que “visa prejudicar o cotidiano de quatro milhões de alunos e de seus pais”.

    A pasta ressaltou também que continua aberta ao diálogo, e fará nova reunião com o sindicato na próxima quarta-feira (13).

    Na quinta-feira (7), a reunião de conciliação entre o governo estadual e Apeoesp (sindicato dos professores do Estado) terminou sem acordo.

    A reunião foi convocada pelo Tribunal de Justiça, a pedido da Apeoesp. Como não houve acordo, agora será aberto processo judicial para o caso.

    A Justiça determinou, liminarmente, que o governo não desconte os dias parados dos grevistas. O entendimento é que a Constituição protege o direito à greve.

    O governo do Estado ainda pode recorrer da decisão.

    Foto: Daniel Teixeira/Estadão
    Foto: Daniel Teixeira/Estadão

    Fonte: Folha de São Paulo

  • Siga o Mobilidade Sampa: BlueSky e Threads.
  • Vai viajar? Economize 30% no seguro. Use o cupom TBTCOM30 e proteja sua viagem. Contratar agora!
  • Sua marca ao lado de quem informa a cidade em tempo real. Participe do Mobilidade 24 Horas!