Ciclofaixas em calçadas são questionadas em São Paulo

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Foto: Alexandre Rocha

Ciclofaixas instaladas em calçadas têm dividido opiniões entre moradores de São Paulo. Enquanto alguns apoiam o compartilhamento do espaço, outros apontam riscos de acidentes e temem a perda da prioridade dos pedestres na utilização do passeio público.

Numa reportagem veiculada pelo portal Terra, o leitor Alexandre Rocha criticou a ciclofaixa pintada na calçada da avenida Vital Brasil, na altura do número 267, no Butantã. Ele citou a prioridade dos pedestres e afirmou que quem passa por ali com carrinho de bebê corre o risco de ser atropelado por uma bicicleta.

Procurada pelo Terra para esclarecer dúvidas comuns sobre a questão, a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) afirmou que características de local, solo, tráfego, entre outras, interferem na seleção das vias destinadas a compor a malha cicloviária. São elas que definem, também, o tipo de espaço de circulação mais adequado para a situação, optando-se preliminarmente pela segregação do fluxo ciclístico em relação ao fluxo motorizado, por meio de ciclovia, ciclofaixa, tráfego compartilhado (calçada) ou via ciclável.

Para explicar como se define quais calçadas são propícias para a instalação de ciclofaixa, a CET usou o local citado pelo leitor como exemplo. Segundo a companhia, a avenida Vital Brasil tem calçamento alargado, que permite o compartilhamento entre ciclistas e pedestres, conforme as especificações previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Outro fator importante levado em consideração é o estreitamento das faixas de rolamento da via, que poderiam comprometer o fluxo viário e a segurança dos ciclistas.

A empresa garantiu que a medida que determinou a instalação da faixa na via foi adotada seguindo estudos técnicos realizados por parte do Departamento de Planejamento Cicloviário.

Quanto aos problemas de convivência, a CET orientou aos ciclistas que “transitem, exclusivamente, nas vias cicláveis, devidamente sinalizadas, respeitando as orientações do CTB, sem invadir o calçamento destinado aos pedestres, que são os agentes mais vulneráveis no trânsito”. A companhia não possui um levantamento de acidentes envolvendo ciclistas e pedestres em calçadas compartilhadas.

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