Campinas registrou uma queda significativa nas mortes em vias urbanas no primeiro trimestre de 2026, com redução de 63% em relação ao mesmo período de 2025. A Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) destaca que dez vidas foram salvas, resultado de ações contínuas para melhorar a segurança no trânsito urbano e rodoviário.
Perfil das vítimas e locais de óbitos em vias urbanas
Entre janeiro e março de 2026, seis pessoas perderam a vida em vias urbanas, contra 16 no mesmo período do ano anterior. Pedestres e motociclistas representam 50% dos óbitos cada um, sem registro de mortes de ciclistas ou ocupantes de outros veículos até março. O número de motociclistas mortos caiu 67%, de nove para três, e o de pedestres diminuiu 25%, de quatro para três.
Os locais onde ocorreram os óbitos em vias urbanas incluem a Avenida Carlos Lacerda, Rua Achilles Bertoldi e Rua Nélson Vieira de Vasconcelos, com vítimas motociclistas. Já os pedestres faleceram nas ruas José Paulino, Sérvulo Henrique Barreto (antiga rodovia Santos Dumont) e Olinda Paiva Serra.
Redução das mortes em vias urbanas e rodovias
No total, Campinas contabilizou 15 mortes no trânsito no primeiro trimestre de 2026, sendo seis em vias urbanas, oito em rodovias e uma com local ainda não confirmado. Esse número representa uma redução de 40% em relação ao mesmo período de 2025, quando ocorreram 25 mortes. Em 2025, o total de óbitos no trânsito campineiro chegou a 142, com 74 em vias urbanas e 68 em rodovias.
Entre as vítimas, 57% eram motociclistas, 29% pedestres e 14% ocupantes de outros veículos. A Emdec passou a considerar como vítima fatal aquelas que falecem até 30 dias após o acidente, ampliando o monitoramento dos casos.
Causas das mortes em vias urbanas e análise de evitabilidade
Das seis mortes em vias urbanas, três tiveram as causas analisadas. Um óbito resultou do comportamento do pedestre. Outro envolveu três fatores de risco: velocidade, falta de habilitação e ausência de capacete. O terceiro caso apontou evitabilidade, indicando que o acidente poderia ter sido prevenido.
O Boletim Mensal Informativo de Óbitos no Trânsito da Emdec, disponível na seção “Cadernos de Acidentalidade”, detalha esses dados e reforça a importância do monitoramento para a formulação de políticas públicas.
Esforços da Emdec para reduzir mortes
A Emdec mantém ações integradas em fiscalização, sinalização e educação para mobilidade visando evitar mortes e lesões graves no trânsito. No primeiro trimestre de 2026, realizou 71 operações integradas, identificou 2,4 mil condutas de risco e aplicou quase 8,6 mil testes com bafômetros em 16 “Operações pela Vida”.
Além disso, implantou dois novos pontos de videomonitoramento e remanejou um radar. Na sinalização, executou 43 mil metros quadrados de sinalização horizontal, instalou 1,6 mil placas e construiu 89 rampas de acessibilidade.
Na área educativa, promoveu 75 ações que impactaram 9,5 mil pessoas, reforçando a conscientização sobre segurança no trânsito urbano.
Conclusão
A queda de 63% nas mortes em vias urbanas no primeiro trimestre de 2026 demonstra o impacto positivo das ações da Emdec em Campinas. A redução expressiva nas fatalidades de motociclistas e pedestres reforça a importância do esforço contínuo em fiscalização, sinalização e educação para mobilidade. O monitoramento detalhado das causas e locais dos acidentes contribui para aprimorar as estratégias de prevenção e salvar vidas nas vias urbanas da cidade.
