O mercado de bicicletas cresce em 2026 e, com a alta na produção e no uso em trilhas, a manutenção passou a exigir atenção redobrada. Depois do pedal, barro, areia e poeira se acumulam no quadro, nas rodas e na transmissão, o que reforça a importância de limpar a bicicleta corretamente para preservar peças e componentes.
Segundo a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), as fabricantes instaladas no Polo Industrial de Manaus produziram 335.560 bicicletas em 2025. Para 2026, a projeção é alcançar 350 mil unidades, alta de 4,3%. Em janeiro deste ano, a mountain bike liderou a produção mensal, com 7.635 unidades, o equivalente a 40,1% do volume fabricado no período.
As bicicletas elétricas também avançam no país. De acordo com a Aliança Bike, o Brasil recebeu 53.591 novas bicicletas elétricas com pedal assistido em 2024, crescimento de 7,2% em relação ao ano anterior. As mountain bikes elétricas representaram 50% desse mercado, considerando as unidades produzidas ou importadas no período.
Em meio a esse cenário, quem pedala em estradas de terra e trilhas precisa considerar os cuidados de limpeza como parte da rotina. Além de facilitar a conservação, a higienização adequada ajuda a evitar desgaste prematuro e falhas em componentes sensíveis.
Mercado de bicicletas cresce em 2026 e reforça cuidados após a trilha
Para quem busca praticidade depois do passeio, lavadoras portáteis a bateria surgem como alternativa em locais sem torneiras ou tomadas. A Kärcher destaca opções como a OC 3 Foldable, com reservatório dobrável de 8 litros e jato de baixa pressão, indicada para uma limpeza rápida durante passeios, e a OC 6 Premium, com reservatório de 12 litros, rodas, alça telescópica e bateria intercambiável de 18 V, voltada à remoção de resíduos mais persistentes.
A empresa também levou essa aplicação para o Sertões MTB Ibitipoca 2026. No evento, montou uma operação para higienizar as bicicletas usadas pelos atletas após os percursos, com sistema de contenção e coleta da água utilizada. A iniciativa mostrou, em condições reais, como a tecnologia pode unir eficiência na remoção de lama e poeira ao uso mais consciente dos recursos.
“Em provas de mountain bike, as bicicletas enfrentam diferentes condições de terreno e acumulam resíduos que exigem uma limpeza adequada. Nossa atuação no Sertões MTB permite demonstrar na prática a importância de combinar eficiência, cuidado com os equipamentos e uso responsável da água. Essa experiência também ajuda a reforçar orientações que podem ser aplicadas pelos ciclistas no dia a dia, respeitando sempre as recomendações de manutenção de cada bicicleta”, afirma Vinícius Marin, Diretor de Vendas da Kärcher Brasil.
Como limpar a bicicleta depois da trilha
Antes de transportar a bicicleta, remova o excesso de barro ainda no local. Folhas, torrões de terra e lama acumulada podem sair com facilidade nessa etapa, o que evita levar sujeira para o carro ou para casa.
Depois, escolha a pressão adequada. A limpeza precisa respeitar os materiais e componentes de cada bicicleta. Por isso, evite jatos intensos e muito próximos de rolamentos, cubos, movimento central, suspensão, retentores e conexões elétricas.
Em seguida, dê atenção especial à transmissão. Corrente, cassete e câmbio acumulam terra e resíduos que podem interferir no funcionamento do conjunto. Use produtos e ferramentas apropriados e, após a limpeza, aplique lubrificante adequado à corrente, seguindo as recomendações do fabricante.
Por fim, evite guardar a bicicleta com umidade acumulada. Quando chegar a um local apropriado, retire o excesso de água com um pano limpo e deixe a bicicleta secar em ambiente ventilado antes de guardá-la por um período prolongado. Nas bicicletas elétricas, siga as orientações específicas para limpeza e secagem da bateria, do motor e das conexões, sem molhar componentes que não sejam resistentes à água.