O tráfego nas rodovias de São Paulo cresceu 5,1% entre janeiro e setembro de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo o Monitor de Tráfego nas Rodovias, levantamento da Veloe em parceria com a Fipe.
O avanço veio tanto dos veículos leves, que subiram 5,2%, quanto dos pesados, com alta de 4,1%. Na comparação com setembro de 2025, o fluxo total também aumentou 5,0%.
Na passagem de agosto para setembro, porém, o movimento ficou praticamente estável. Após o ajuste sazonal, o índice variou -0,02%. Nesse recorte, os leves avançaram 0,2%, enquanto os pesados recuaram 1,3%.
Leves sustentam a alta do tráfego
Nos últimos 12 meses, o tráfego nas rodovias paulistas acumulou alta de 4,9%, com crescimento de 5,0% entre os veículos leves e de 4,4% entre os pesados. Para Alexandre Fontes, superintendente de Negócios B2C da Veloe, o resultado mensal mais estável não altera a trajetória positiva no acumulado.
“Setembro foi praticamente estável na margem, enquanto os números acumulados seguem positivos. Tanto os veículos leves quanto os pesados estão acima dos níveis registrados no mesmo período do ano passado, o que reforça uma leitura ainda favorável do tráfego nas comparações mais longas”, afirma.
Entre os fatores que ajudam a explicar o desempenho dos veículos leves, o levantamento cita o mercado de trabalho em São Paulo. Segundo dados do Novo Caged, o estado abriu cerca de 42,5 mil postos formais em agosto e somava mais de 306 mil novas vagas no ano.
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Frota paulista segue grande e envelhecida
Os dados mais recentes da Senatran, compilados pelo monitor, mostram que São Paulo tinha 36.072.610 veículos em agosto, o equivalente a 27,2% da frota nacional. O volume cresceu 0,3% no mês, 2,1% no acumulado do ano e 3,0% em 12 meses.
A frota paulista é formada principalmente por automóveis, com 58,3%, e motocicletas, com 17,0%. Em relação ao combustível, 42,8% dos veículos usam gasolina e etanol, enquanto 41,2% rodam exclusivamente com gasolina. O diesel responde por 6,4% e os elétricos ou híbridos, por 0,8%.
A idade média da frota chegou a 19,4 anos. Veículos com mais de 20 anos representam 37,8% do total, ao passo que 15,8% foram fabricados há até cinco anos.
Para Fontes, esse perfil ajuda a dimensionar desafios e oportunidades no mercado de mobilidade. “Estamos falando de uma frota muito grande e, ao mesmo tempo, bastante envelhecida. Esse perfil mantém temas como manutenção, abastecimento, custos de uso e decisões de deslocamento no radar. O crescimento da frota, combinado aos resultados positivos do tráfego nos horizontes acumulados, sugere que a mobilidade segue relevante no estado”, diz.
Entre os pesados, o quadro é mais misto. O texto destaca que o Porto de Santos registrou em agosto o maior volume mensal de contêineres de sua história, com 538,2 mil TEUs, enquanto a movimentação total acumulada no ano cresceu 3,1%. Já a tonelagem movimentada no mês ficou ligeiramente abaixo da observada em agosto de 2025.
O estudo informa ainda que a Veloe divulga mensalmente o Panorama Veloe de Indicadores de Mobilidade, em parceria com a Fipe, com dados estratégicos sobre o setor. O conteúdo integral do Monitor de Tráfego nas Rodovias de São Paulo está disponível no documento divulgado pela instituição.