NGK alerta para manutenção preventiva em automóveis com mais de 10 anos

A manutenção preventiva ganhou ainda mais importância no Brasil, onde a idade média da frota já supera 10 anos. Nesse cenário, a NGK, marca da Niterra especializada em sistemas de ignição, reforça a necessidade de atenção especial a velas, cabos e bobinas para evitar aumento no consumo de combustível, emissões de poluentes e falhas de funcionamento.

Segundo a empresa, a checagem periódica desses componentes ajuda a preservar o desempenho do veículo e a reduzir custos ao longo do tempo. Além disso, a prática pode contribuir para um melhor valor de revenda, já que carros com histórico de cuidados regulares tendem a ser mais valorizados.

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  • Velas, cabos e bobinas exigem checagem periódica

    A NGK destaca que as velas de ignição sofrem desgaste natural nos eletrodos, o que aumenta a folga entre eles e exige maior tensão para gerar o centelhamento. Quando o motorista não realiza a troca no momento certo, o sistema inteiro trabalha sob maior esforço, sobretudo cabos e bobinas.

    Pequenas falhas de ignição podem passar despercebidas, mas afetam diretamente o consumo de combustível e as emissões. Em veículos mais novos, o sistema de injeção e ignição pode acionar a luz de injeção para indicar anomalia. Nos modelos que usam eletrodos de platina e irídio, a substituição deve seguir sempre o plano de manutenção da montadora, conforme o manual do veículo.

    Os cabos de ignição, por sua vez, conduzem a corrente elétrica da bobina até as velas e precisam suportar tensões que podem chegar perto de 20.000 volts. Com o aquecimento do motor, as borrachas sofrem oxidação e ressecamento. Por isso, a recomendação citada no material é substituí-los a cada 60.000 km ou 3 anos.

    Se o proprietário negligenciar essa etapa, pode ocorrer perda de isolação elétrica, falhas de funcionamento e aumento do consumo de combustível. A falta de cuidado também pode comprometer velas e bobinas por fuga de corrente elétrica, fenômeno conhecido como flash over.

    Manutenção preventiva reduz custos e preserva o veículo

    As bobinas de ignição não têm uma troca obrigatória definida pelas montadoras, mas sua vida útil depende diretamente da condição das velas. Quanto mais desgastadas estiverem as velas, maior será a tensão necessária para o centelhamento e maior o esforço sobre a bobina.

    “Um conceito muito importante quando falamos de automóveis é o de manutenção preventiva, já que com ela é possível evitar falhas nos sistemas, reduzir custos, aumentar a vida útil do conjunto mecânico e garantir a segurança dos usuários. Esta manutenção pode estar baseada na quilometragem percorrida ou por período de tempo, geralmente considerando o período anual”, afirma Hiromori Mori, consultor de assistência técnica da Niterra.

    A empresa também recomenda seguir as orientações do fabricante do veículo, pois o histórico de manutenção interfere no valor de revenda. No material divulgado, a Niterra informa que atua há 67 anos no Brasil, onde conta com cerca de 1.300 funcionários e mantém uma fábrica em Mogi das Cruzes (SP).

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