Expansão da Linha 4-Amarela promete reduzir tempo e melhorar a rotina em Taboão da Serra

A expansão da Linha 4-Amarela até Taboão da Serra deve alterar a rotina de moradores da região sudoeste da Grande São Paulo, com a promessa de reduzir o tempo de deslocamento e ampliar o acesso à rede metroviária. O projeto, conduzido pelo Governo de São Paulo por meio de parceria privada, terá 3,3 quilômetros de extensão e contará com duas novas estações: Chácara do Jockey e Taboão da Serra.

Nova estação e impacto na mobilidade da região

Segundo as informações divulgadas, a futura Estação Taboão da Serra será a primeira da rede metroviária paulista fora da capital e terá integração com terminal de ônibus. Com isso, a obra deve beneficiar moradores de Taboão da Serra e de municípios vizinhos, além de aproximar a rede de transporte da população que hoje depende de ônibus e enfrenta longos congestionamentos para chegar ao metrô.

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  • Morador de Taboão da Serra há cerca de 20 anos, Marcos de Almeida, 37 anos, trabalha como cabeleireiro na região da Faria Lima e usa a Linha 4-Amarela com frequência. Hoje, ele precisa pegar um ônibus até Vila Sônia, trajeto que pode levar de 40 minutos a uma hora. Para ele, a nova estação vai encurtar justamente essa etapa do deslocamento.

    “O principal problema que eu enfrento é o trânsito na BR para chegar na Linha Amarela. Com a estação em Taboão, quem mora aqui e precisa fazer esse trajeto não vai mais precisar enfrentar esse trânsito e vai economizar muito mais tempo. Será muito mais rápido e menos cansativo”, afirma.

    Moradores esperam mais tempo livre e qualidade de vida

    A expectativa de ganho de tempo também aparece no relato de quem vive em municípios próximos. É o caso da assistente de operações estratégicas Jéssica da Costa Silva, 33 anos, moradora de Embu das Artes, no bairro Santa Tereza. Ela trabalha na Barra Funda, na zona oeste da capital, e sai de casa às 4h30 de segunda a quinta-feira para chegar à estação Vila Sônia, em um trajeto que leva cerca de 30 minutos no período de menor trânsito.

    O problema, segundo ela, ocorre na volta, quando o congestionamento na Francisco Morato e na entrada de Taboão faz o retorno para casa chegar a quase três horas. Com a nova estação, Jéssica estima economizar cerca de uma hora no deslocamento de volta.

    “Eu acho que a qualidade de vida que a gente vai ter já é a principal conquista, porque a gente vai ficar menos tempo dentro de um ônibus. Meu tempo para voltar pra casa vai reduzir em praticamente 1 hora. Eu estudo também, então, se eu tiver um tempo maior dentro de casa, vou conseguir estudar e descansar mais”, explica.

    Ela também afirma que a nova estação deve diminuir a necessidade de baldeações. “Qualquer coisa que a gente precise fazer, tem que fazer muita baldeação, pegar vários ônibus. Com a chegada da estação aqui no Taboão, vou poder pegar um ônibus até lá e, dentro da estação, fazer o restante do deslocamento. Para quem mora aqui, essa estação caiu como uma luva.”

    Outra moradora que acompanha a obra é Jéssica Inah Massonetto, 31 anos, analista de redes sociais que trabalha na Mooca, zona leste da capital. Moradora de Taboão da Serra desde que nasceu, ela leva atualmente cerca de 2h para chegar ao trabalho. Para ela, o principal obstáculo está no trânsito até a estação Vila Sônia.

    Com a estação mais próxima de casa, Jéssica espera ganhar tempo e melhorar a própria rotina. “O principal problema é o trânsito e o tempo que a gente fica dentro do ônibus até chegar à estação. É um tempo que eu poderia estar usando para outras coisas, como fazer academia de manhã. Com a estação mais perto, eu posso sair um pouco mais tarde de casa, ganhar esse tempo para mim e chegar ao trabalho mais tranquila.”

    Ela acrescenta que o avanço do metrô na região facilita o acesso à capital. “Cada vez que o metrô foi chegando um pouco mais perto da gente, ficou mais fácil para a gente se deslocar para São Paulo, principalmente para trabalhar. Eu por exemplo acho muito mais fácil ir para o centro de transporte público do que de carro. Então com a estação aqui em Taboão vai ficar mais fácil e me dar mais tempo de qualidade”, afirma.

    De acordo com o material divulgado, a extensão da Linha 4-Amarela integra os projetos de mobilidade do Governo de São Paulo, por meio da Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI), com fiscalização da Artesp, e deve beneficiar cerca de 50 mil novos passageiros por dia. A obra também deve aproximar a rede metroviária dos moradores da região sudoeste da Região Metropolitana.

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