Reciclagem de asfalto vem ganhando espaço como alternativa para modernizar a manutenção de ruas e rodovias, com mais agilidade, menor custo e redução de impacto ambiental. A técnica reaproveita o pavimento antigo e permite intervenções sem a necessidade de paralisar totalmente o tráfego local.
Como funciona a reciclagem de asfalto nas obras
De acordo com Bernardo Oliveira, gestor da De Amorim Construtora, o processo pode reaproveitar até 100% do material já existente na pista, o que reduz a necessidade de novos agregados. “O resultado é uma infraestrutura renovada com o mesmo padrão de excelência e durabilidade do asfalto tradicional, porém com menor custo e reduzido impacto ambiental. Além disso, com essa técnica, nós não fechamos a rua 100%. Podemos trabalhar enquanto o trânsito flui”, indica Oliveira.
O procedimento acontece diretamente no local da intervenção. Primeiro, uma máquina recicladora tritura e corta o pavimento antigo, misturando o material às camadas de base e até sub-base para redistribuição na superfície. Depois, a equipe faz o assentamento e o nivelamento com motoniveladora, seguido da compactação com três rolos compactadores. Por fim, executa-se a camada de rolamento, que pode receber diferentes tipos de materiais, conforme a especificação do projeto.
Reciclagem de asfalto e durabilidade da infraestrutura
Uma das dúvidas mais comuns sobre a técnica envolve a resistência do pavimento. Segundo Bernardo, a tecnologia assegura durabilidade equivalente ou até superior às soluções tradicionais. Além disso, o método gera menos resíduos sólidos e menos emissões na atmosfera, já que demanda menos minerais.
Na prática, a solução atende ao desafio de reformar ruas e rodovias sem agravar os impactos sobre o trânsito e o cotidiano urbano. Assim, empresas e cidades encontram uma forma de acelerar obras e manter o padrão de excelência na infraestrutura.