A mobilidade no trabalho ficou mais complexa e passou a exigir mais atenção do RH, segundo pesquisa da Pluxee com mais de 630 empresas. O levantamento mostra que 56% das companhias percebem maior dificuldade na gestão da mobilidade dos colaboradores, enquanto metade ainda calcula e roteiriza o vale-transporte manualmente.
Gestão de mobilidade ainda depende de processos manuais
De acordo com a pesquisa, quase uma em cada três empresas precisa acessar de dois a cinco sistemas diferentes para administrar o benefício. Além disso, apenas 7% utilizam soluções que integram múltiplos modais, o que reforça a fragmentação dos processos.
“Uma mesma empresa reúne pessoas que chegam ao trabalho de formas muito diferentes. Para o RH, o desafio é acompanhar essa realidade sem aumentar o peso da operação. Isso exige conhecer os deslocamentos dos colaboradores e contar com informações que permitam administrar diferentes necessidades de forma mais simples e integrada”, afirma Rodrigo Belline, gerente de Mobilidade da Pluxee.
Segundo o levantamento, a operação vai além da simples recarga do vale-transporte. As empresas precisam acompanhar tarifas, operadoras e mudanças de percurso, além de definir os trajetos adequados para cada colaborador. A roteirização, que identifica alternativas de transporte público entre casa e trabalho, continua sendo feita manualmente por cerca de metade das companhias ouvidas.
As informações também seguem dispersas. Apenas 24% das empresas contam com dashboards centralizados para monitorar indicadores da área. Entre os principais desafios citados estão a operação e a recarga dos benefícios, o controle de custos, a atualização dos trajetos e a integração entre sistemas.
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Deslocamento influencia atração e retenção de talentos
O tema também afeta a atração e a retenção de talentos. Para 64% das empresas ouvidas, o deslocamento entre casa e trabalho influencia muito ou parcialmente esse processo. Do lado dos trabalhadores, a demanda por flexibilidade também aparece: em outro levantamento da Pluxee, 72% disseram que gostariam de contar com um modelo de mobilidade mais flexível.
“Não existe mais uma única forma de chegar ao trabalho. Para o RH, acompanhar essa transformação começa por conhecer como seus colaboradores se deslocam e quais necessidades existem dentro da empresa. Quanto melhor essa compreensão, maior a capacidade de construir uma estratégia de mobilidade que funcione tanto para a operação quanto para as pessoas”, conclui Belline.
O estudo também dialoga com dados da Ipsos-Ipec em 2025, que apontaram ônibus e sistemas BRT como meio mais usado por 35% dos entrevistados em dez capitais brasileiras, seguidos por carro particular (18%), transporte por aplicativo (9%), metrô (8%) e deslocamento a pé (8%).
A pesquisa da Pluxee foi divulgada em São Paulo, em 23 de setembro de 2026.
