Nos primeiros nove meses de vigência do programa CNH do Brasil, mais de 2 milhões de novos condutores foram habilitados no país. No período, o número de requerimentos para a primeira habilitação cresceu 216% em relação a 2025: foram 7,3 milhões de pedidos neste ano, contra 2,3 milhões no ano passado.
O aumento das solicitações coincide com a entrada em vigor das novas regras para a obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A plataforma CNH do Brasil concentra, em um único ambiente, diferentes etapas do processo para a primeira habilitação. Entre as mulheres, o número de pessoas que iniciaram o processo de habilitação também aumentou. Foram 1,25 milhão de entradas em 2026, ante 1,06 milhão no ano anterior – crescimento de 18%, ou pouco mais de 190 mil novos processos.
Redução de custos e mudanças no processo de habilitação
Segundo o Ministério dos Transportes, as mudanças proporcionaram uma economia de quase R$ 10 bilhões aos condutores. A estimativa considera a redução de custos com curso teórico, formação prática, renovação do documento, exames médicos e deslocamentos, já que parte das etapas pode ser realizada de forma remota.
O programa reduziu os custos para a obtenção da CNH ao diminuir as exigências de aulas teóricas e práticas nas autoescolas. O curso teórico passou a ser oferecido gratuitamente e de forma digital, enquanto a carga mínima de aulas práticas caiu de 20 horas para duas horas. Outra mudança foi a possibilidade de contratação de instrutores autônomos para a formação prática.
Em 2026, cerca de 553 mil dos 4,2 milhões de cursos realizados foram conduzidos por esses profissionais, o equivalente a 13,2% do total. Os centros de formação de condutores responderam pelos outros 86,8%.
As novas regras, segundo o governo, buscam tornar o processo de habilitação mais acessível e reduzir os custos para quem deseja obter a carteira de motorista.
Distribuição regional e crescimento do processo de habilitação
Por região, o Nordeste apresentou o maior crescimento no número de processos iniciados, com alta de 54,7%. Em seguida aparece a Região Norte, com aumento de 31,9%.
