Pneus nacionais recuam 6,8% com avanço dos importados no Brasil

As vendas de pneus importados cresceram 81,2% no primeiro semestre de 2026, enquanto os pneus fabricados no Brasil para passeio, comerciais leves e carga recuaram 6,8% no mesmo período, segundo dados da Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (ANIP).

No total, as fabricantes nacionais comercializaram 17,8 milhões de pneus entre janeiro e junho, ante 19,1 milhões no mesmo intervalo de 2025. Ao mesmo tempo, a participação da indústria brasileira no mercado de reposição caiu para 29%, enquanto os produtos importados ficaram com 71% do segmento.

  • Viu algo no trânsito? Acidente, congestionamento ou falha no transporte? Envie agora no WhatsApp (11) 96292-9448 ou marque @mobilidadesampa. Sua informação ajuda milhares de pessoas em tempo real!
  • Siga o Mobilidade Sampa: X/Twitter, Facebook, Instagram, YouTube, LinkedIn, WhatsApp e Telegram.
  • Quer anunciar? Impulsione sua marca! Saiba mais.
  • Importados avançam no mercado de reposição

    O recuo foi mais forte no mercado de reposição, principal nicho de atuação dos importados, onde as vendas da indústria nacional caíram 10,1%. Já o fornecimento para as montadoras ficou praticamente estável, com retração de 0,3%.

    No segmento de pneus de passeio, comerciais leves e carga, a participação nacional no mercado de reposição era de cerca de 64% no primeiro semestre de 2021. Agora, esse índice caiu para 29%, enquanto os importados avançaram de 36% para 71%.

    ANIP cobra medidas para reequilibrar o setor

    O presidente da ANIP, Rodrigo Navarro, afirmou que o cenário criou um desequilíbrio no mercado brasileiro. “Há um claro desequilíbrio no mercado brasileiro de pneus. O avanço das importações ameaça empregos, investimentos e a própria sustentabilidade da indústria instalada no país”, disse.

    No segmento de pneus de carga, o avanço das importações foi ainda mais forte. Entre janeiro e junho, o volume importado cresceu 157,9%, e os produtos estrangeiros passaram a representar 73% do mercado de reposição da categoria, contra 27% da indústria nacional.

    Navarro também criticou o que considera preços artificialmente baixos e disse que os importadores não cumprem as exigências ambientais relacionadas ao recolhimento e à destinação de pneus inservíveis. Segundo dados do Ibama citados pela ANIP, os importadores acumulam mais de 500 mil toneladas de pneus que deixaram de ser recolhidos nos últimos 14 anos.

    A associação informou que aguarda a avaliação de pleitos apresentados ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) para buscar equilíbrio no mercado. A entidade citou medidas adotadas em outros países, como o México, que elevou a tarifa de importação para 35%, e a União Europeia, que estabeleceu tarifas de até 45,3% sobre pneus importados da China.

    “O mundo está intensificando as barreiras tarifárias contra pneus da Ásia para proteger suas indústrias, enquanto o Brasil segue vulnerável. Se não forem tomadas medidas urgentes, haverá desindustrialização e aumento da dependência do mercado externo, com impacto inclusive no agro, caso da borracha natural produzida aqui”, afirmou Navarro.

  • Siga o Mobilidade Sampa: BlueSky e Threads.
  • Vai viajar? Economize 30% no seguro. Use o cupom TBTCOM30 e proteja sua viagem. Contratar agora!
  • Sua marca ao lado de quem informa a cidade em tempo real. Participe do Mobilidade 24 Horas!
  • Deixe um comentário