Reutilizar parafusos de cabeçote pode destruir o motor, alerta especialista

A reutilização de parafusos de cabeçote em motores modernos pode comprometer a vedação, causar vazamentos e até destruir o motor do carro, segundo orientação da Illinois, empresa especializada na fabricação de juntas e fixadores automotivos.

A companhia afirma que a evolução das motorizações, com altas taxas de compressão e variações severas de temperatura, exige precisão no torque e no aperto angular. Nesse processo, o parafuso trabalha na chamada zona plástica, em que sofre deformação intencional para garantir força de fixação constante. Diferente da zona elástica, essa condição provoca alongamento permanente e impede o retorno ao comprimento original após a desmontagem.

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  • Por que a reutilização compromete a reparação

    Fernando Torre, gerente nacional de vendas e assistência técnica no Brasil, explica que o parafuso não deve voltar ao motor depois de removido. “Quando o parafuso opera na zona plástica, ele sofre um alongamento permanente que é acumulativo, perdendo totalmente a memória de seu comprimento inicial no momento em que é removido do motor”, afirma. “Reutilizar um parafuso que já trabalhou na zona plástica significa aplicar força em uma peça fadigada, o que impede a vedação adequada da junta do cabeçote, podendo resultar no vazamento de fluidos, na queima da junta ou até mesmo na quebra do fixador dentro do bloco”, completa.

    De acordo com a Illinois, a não substituição dos parafusos após a desmontagem pode gerar distribuição desigual de carga, empenamento do cabeçote, passagem de gases de combustão e contaminação entre óleo lubrificante e fluido de arrefecimento. Além disso, refazer um motor danificado por aperto inadequado custa muito mais do que investir em um jogo novo de fixadores.

    Especificações técnicas e recomendação para oficinas

    A empresa também ressalta a importância de identificar corretamente as especificações técnicas de cada aplicação, incluindo diâmetro nominal da rosca, passo de rosca, longitude sob a cabeça e perfis como Torx, Spline, Dodecaédrica ou Sextavada. Segundo Fernando Torre, a evolução dos materiais e das tecnologias automotivas tornou ultrapassadas as práticas de costume da oficina, o que exige o cumprimento rigoroso dos boletins técnicos e das especificações de cada fabricante, com apoio do controle de qualidade ISO 9001 da Illinois.

    “Abriu o motor, substitua os parafusos do cabeçote imediatamente”, resume a recomendação da empresa para o setor de reparação automotiva. A orientação busca garantir vedação adequada, trabalho profissional e redução de retornos à oficina.

    Sobre a Juntas Illinois, a empresa informa que atua desde 1943 e fabrica juntas, retentores, parafusos, vedantes e guias de válvulas para motores leves, comerciais, pesados, agrícolas e industriais. A marca diz ter mais de 17.800 referências em catálogo, presença em mais de 35 países e atuação no Brasil há 14 anos.

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