Após proposta do governo estadual para garantir os empregos dos ferroviários, a categoria decidiu suspender a greve nas linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da CPTM. A paralisação afetou quase 1 milhão de passageiros por dia nessas linhas.
Assembleia e acordo com o governo estadual
Na tarde desta quarta-feira (5), membros do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil participaram de uma assembleia para avaliar a proposta do Governo do Estado. A oferta incluía a manutenção dos empregos, mesmo com a transferência dos profissionais para outras empresas estatais, e foi aceita pela categoria.
O sindicato havia mantido a greve por dois dias, alegando que o governo não formalizava a proposta por escrito. Apesar da suspensão da paralisação, a entidade informou que segue em estado de greve, alertando que o movimento pode ser retomado a qualquer momento.
Contexto da paralisação e operação das linhas
A greve ganhou força após o governo suspender a concessão das três linhas com o Grupo Comporte, vencedor do leilão que passou a operar os trechos com a empresa Trivia Trens. Na primeira semana da transição, ocorreram falhas, incluindo um incêndio em um trem da série 7500.
CPTM e a decisão dos ferroviários
Em assembleia realizada nesta quarta-feira, os trabalhadores da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), representados pelo sindicato, deliberaram pelo retorno às atividades, mantendo o estado de greve. A decisão foi tomada democraticamente, com 131 votos favoráveis e 26 contrários à continuidade da greve.
O acordo ocorreu após o Governo do Estado apresentar avanços nas reivindicações da categoria, especialmente quanto às garantias durante o processo de concessão. Mesmo com a suspensão do movimento, a categoria continuará acompanhando o cumprimento dos compromissos e a evolução das negociações.
Os ferroviários reafirmaram que a mobilização teve como objetivo defender empregos, proteger direitos dos trabalhadores e garantir um transporte público de qualidade. O sindicato permanece vigilante e não descarta novas medidas caso os compromissos não sejam cumpridos.
