O caminhoneiro autônomo vem ganhando espaço no Brasil em meio às mudanças recentes na logística e no transporte rodoviário de cargas. Segundo a Motz, o avanço das exigências fiscais, as alterações da ANTT e a expansão das plataformas digitais exigem adaptação e maior preparo para atuar de forma regular e competitiva.
Em 2025, havia cerca de 4,4 milhões de motoristas profissionais no país, de acordo com estudo da ILOS com base em dados da Senatran. O número, no entanto, caiu 22% em relação a 2024, o que reforça os desafios do setor.
Independência, controle financeiro e visão empreendedora
Para André Pimenta, CEO da Motz, a profissão oferece três vantagens principais. A primeira é a independência nas decisões. De acordo com dados da FGV IBRE, 55% dos profissionais autônomos, no geral, escolhem esse modelo por vontade própria, atraídos pela flexibilidade. No caso dos caminhoneiros, isso permite definir rotas, escolher cargas e selecionar empresas com as quais trabalhar.
A segunda vantagem é o controle financeiro e o potencial de ganhos. Segundo Pimenta, o autônomo pode ampliar a renda conforme o volume de viagens e a eficiência da gestão. “Por isso, é preciso ficar atento à saúde física e mental – uma atenção que deve ser tanto para o empregador quanto para o próprio autônomo – buscando sempre equilibrar o trabalho com a qualidade de vida e prezando pela segurança e bem-estar dos profissionais”, afirma.
Nesse contexto, a Motz informa que oferece um Clube de Benefícios com descontos em serviços como telemedicina, farmácias, acesso a diesel mais barato e financiamento de caminhões. A empresa também diz atuar com fretes seguros, pagamento garantido e adiantamento de até 90% do valor total já no carregamento, além de gerenciar INSS, emissão de impostos, documentos e apólices.
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Autonomia como empreendedor no transporte rodoviário
A terceira vantagem destacada pela transportadora é a autonomia como empreendedor. O caminhoneiro autônomo precisa administrar veículo, agenda, parcerias e investimentos. Embora isso exija atenção à manutenção do caminhão e ao controle das despesas, também fortalece a sensação de propriedade sobre o trabalho.
“Essa independência vai além de questões financeiras, trazendo também liberdade para escolha de horário de trabalho, rota mais adequada e pausas estratégicas. Para melhor aproveitamento de tempo, com o apoio de ecossistemas parceiros, é possível gerenciar tudo com mais solidez e eficiência”, acrescenta o CEO.
Ao defender investimentos em soluções que facilitem a rotina nas estradas, Pimenta afirma que o setor precisa valorizar mais os profissionais. “É necessário transformar a jornada na estrada em uma experiência mais conectada, produtiva e, acima de tudo, valorizada por toda a cadeia logística. Afinal, investir em quem move o país é o primeiro passo para construir um setor de transportes mais humano e sustentável”, finaliza.
Sobre a Motz, a empresa diz conectar embarcadores, transportadoras e caminhoneiros por meio de um ecossistema com soluções logísticas, inteligência de dados e presença física em mais de 150 pontos de expedição no país. A companhia afirma ter mais de 500 clientes, 118 mil motoristas cadastrados e ultrapassado 21 milhões de toneladas transportadas em 2025.