O setor de transporte registrou o maior impacto na contração do volume de serviços prestados no Brasil em maio de 2026. Segundo dados da Pesquisa Mensal de Serviços divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 15 de julho, o grupo de Transportes recuou 1% no mês, contribuindo para a queda mensal de 0,4% no setor de serviços.
Transporte e seus efeitos na economia de serviços
O recuo no grupo de Transportes, junto com a queda de 1,9% no grupo Outros Serviços, eliminou os ganhos observados em abril, que foram de 0,9% e 1,9%, respectivamente. Enquanto isso, os setores de Serviços Profissionais Administrativos e Complementares (1,9%) e Serviços Prestados às Famílias (0,2%) apresentaram avanços, marcando a segunda taxa positiva consecutiva para essas atividades. O setor de Informação e Comunicação manteve estabilidade no período.
O gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo, destacou o equilíbrio entre taxas positivas e negativas, com dois setores em recuo, dois em avanço e um estável. No acumulado de janeiro a maio, o volume de serviços cresceu 1,9%, com quatro dos cinco setores acompanhados seguindo essa tendência.
Crescimento acumulado e contribuições setoriais
No índice acumulado de janeiro a maio de 2026, frente ao mesmo período do ano anterior, o setor de serviços expandiu 1,9%. A maior contribuição positiva veio do ramo de Informação e Comunicação, com alta de 6,2%, impulsionada pelo aumento das receitas de empresas de consultoria em tecnologia da informação e outros segmentos.
Outros avanços vieram dos serviços profissionais, administrativos e complementares (2,2%), dos serviços prestados às famílias (2,1%) e dos outros serviços (0,5%). Em 12 meses, o indicador de Serviços do IBGE passou de 2,9% em abril para 2,6% em maio, mantendo taxas positivas.
Desempenho do setor de serviços em maio
Na comparação com maio de 2025, o volume do setor de Serviços apresentou variação positiva de 0,4%, resultado que marca o vigésimo sexto mês consecutivo de crescimento. O avanço foi acompanhado por três das cinco atividades de divulgação e contou com crescimento em 47,6% dos 166 tipos de serviços investigados.
Os grupos que avançaram foram Informação e Comunicação (5,2%), Serviços Profissionais, Administrativos e Complementares (2,3%) e Serviços Prestados às Famílias (3,1%). Em contrapartida, os transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio registraram queda de 4,2%, enquanto os outros serviços caíram 2,4%.
Fatores que pressionaram o setor de transportes
A queda no setor de transportes sofreu forte pressão pela menor receita proveniente do transporte aéreo de passageiros, rodoviário de cargas, logística de cargas e navegação interior de carga. Além disso, os serviços financeiros auxiliares também contribuíram para o impacto negativo no grupo de outros serviços.
Esses dados refletem um cenário de desafios para o setor de transporte em maio de 2026, influenciando diretamente o desempenho geral do setor de serviços no país.
Perspectivas e balanço geral do setor de serviços
Apesar da retração no transporte e em outros serviços, o setor de serviços mantém crescimento no acumulado do ano e apresenta estabilidade em segmentos importantes como Informação e Comunicação. O equilíbrio entre avanços e recuos setoriais indica um cenário misto para o setor, com destaque para a importância do transporte na dinâmica econômica dos serviços.
A análise detalhada do IBGE reforça a necessidade de acompanhamento contínuo dos indicadores para entender as tendências e impactos nos diferentes segmentos do setor de serviços brasileiro.
