Com a aproximação do Dia do Motorista, celebrado em 25 de julho, um dado revela a realidade dos trabalhadores de aplicativo: apenas 7,2% conseguem atingir a renda desejada dentro de uma jornada considerada ideal. Um levantamento inédito do GigU mostra que, para a maioria, ampliar o tempo conectado virou parte da estratégia para fechar o mês.
Ampliar a jornada é estratégia para alcançar a renda desejada
A busca por uma renda adequada tem levado motoristas a aumentar o tempo dedicado ao trabalho. O estudo do GigU, em parceria com a Jangada Consultoria de Comunicação, indica que muitos ainda dependem de jornadas mais longas para atingir suas metas financeiras.
Entre os entrevistados, 44,8% afirmam que precisam trabalhar além da jornada ideal sempre que buscam alcançar seus objetivos. Outros 24,8% enfrentam essa necessidade na maioria das semanas, e 19,6% relatam que a situação varia conforme o período.
Desafios do trabalho por aplicativo
Para quase sete em cada dez motoristas, estender a jornada deixou de ser exceção e virou estratégia para equilibrar ganhos e despesas. O principal desafio é conciliar flexibilidade, autonomia e previsibilidade financeira, já que a remuneração depende do tempo e da disponibilidade nas plataformas.
Luiz Gustavo Neves, CEO da GigU, explica que motoristas pensam em metas de receita, mas não consideram as metas de custo. “Carro na rua é custo, seja por queima de combustível, desgaste de peças ou pelo valor da hora de trabalho”.
Distância entre jornada ideal e rotina financeira
O levantamento revela uma distância entre a jornada ideal e a rotina necessária para alcançar os objetivos financeiros. Quando custos operacionais, manutenção e rentabilidade por corrida não são considerados, ampliar o tempo de trabalho torna-se o principal recurso para compensar a diferença entre a renda esperada e o valor final.
Informação como ferramenta de decisão
Reduzir essa distância depende de transformar informação em ferramenta de decisão. Avaliar custo por quilômetro, desgaste do veículo e retorno por hora antes de aceitar uma viagem ajuda o motorista a identificar quais corridas realmente contribuem para sua rentabilidade.
“A distância entre o que se considera uma jornada adequada e o que é necessário para atingir metas financeiras é estrutural, mas não é destino”, destaca Luiz Gustavo Neves. Ela diminui quando o trabalhador enxerga a operação como um negócio, com metas de receita e custo lado a lado.
Sobre a gigU
Criada em 2017, a GigU (antes StopClub) é uma startup que aumenta a lucratividade e segurança de motoristas e entregadores por meio de ferramentas inteligentes. A missão da GigU é criar uma comunidade unida que oferece soluções de segurança e financeiras personalizadas para as necessidades dos trabalhadores.
Atualmente, a GigU é a maior comunidade de trabalhadores de aplicativo do Brasil, com mais de 250 mil usuários em uma rede de compartilhamento de conhecimentos e experiências.
Este cenário reforça a importância de estratégias que considerem custos e rentabilidade para melhorar a qualidade de vida dos motoristas de aplicativo.