Um sargento da Polícia Militar, de 50 anos, morreu na madrugada de quinta-feira, 23 de julho de 2026, após ser atropelado por um motorista bêbado na Avenida Nove de Julho, na Zona Sul de São Paulo. O policial pilotava uma motocicleta quando o veículo que trafegava em alta velocidade na contramão atingiu-o de frente. A vítima, Fábio Ferreira de Souza, foi socorrida ao Hospital das Clínicas com parada cardiorrespiratória, mas não resistiu.
Fábio tinha 26 anos de serviço na Polícia Militar e estava próximo da aposentadoria. Atuava no 2º Batalhão de Choque, porém estava de licença no momento do acidente, conforme informou a Secretaria da Segurança Pública (SSP). Ele era casado e pai de dois filhos.
Acidente na Avenida Nove de Julho
O motorista responsável pelo atropelamento, Bruno Yusio Sales Shimizu, de 22 anos, apresentava sinais claros de embriaguez e recusou-se a realizar o teste do bafômetro. Ele foi preso em flagrante por homicídio culposo e levado ao 14º Distrito Policial, em Pinheiros, onde o boletim de ocorrência foi registrado. O carro, um Volvo, foi apreendido.
Segundo apuração da TV Globo, minutos antes do acidente, Bruno estava em uma balada na região da Vila Olímpia, onde gastou cerca de R$ 3 mil em bebidas alcoólicas. Imagens de câmeras de segurança mostram que ele acessou a Avenida Nove de Julho na contramão. Após percorrer alguns metros no corredor de ônibus, desviou para a faixa central, momento em que colidiu com a motocicleta do sargento.
Ao perceber o corpo no chão, o motorista estacionou o veículo e saiu com as mãos na cabeça. Três pessoas acompanhavam Bruno no carro: duas mulheres que saíram do local antes da chegada da polícia e um homem que foi conduzido à delegacia e liberado posteriormente.
Condutor reincidente em acidentes com morte
Esta não foi a primeira vez que Bruno se envolveu em um acidente fatal. Em 2020, quando tinha 17 anos, ele colidiu com um motociclista em uma rodovia próxima a Pilar do Sul, interior de São Paulo. O piloto, de 19 anos, morreu. Na época, como menor de idade, Bruno respondeu por ato infracional e não foi responsabilizado criminalmente.
A defesa de Bruno divulgou nota afirmando que “os fatos ainda estão sendo esclarecidos” e que não há, até o momento, laudo pericial que determine o que efetivamente ocorreu. A nota também informa que o motorista colabora com as autoridades e apresentará sua versão dos acontecimentos à Justiça.