O tempo de deslocamento afeta a rotina de 65% dos trabalhadores brasileiros e redefine a demanda por escritórios em 2026. Pesquisa inédita realizada pela WeWork em parceria com a Offerwise, com 2.500 profissionais de todo o país, revela que a ida ao escritório é uma regra imposta para 79% dos trabalhadores, e não uma escolha. Além disso, 93% dos profissionais consideram fundamental o equilíbrio entre vida pessoal e profissional, evidenciando a importância do tempo para a qualidade de vida.
Tempo de deslocamento como barreira na rotina dos trabalhadores
O estudo “A Experiência Laboral 2026 no Brasil” destaca que o deslocamento representa a maior barreira para 65% dos profissionais que atuam presencialmente. Atualmente, 63% dos trabalhadores operam no modelo presencial, mas a obrigatoriedade da presença no escritório gera um custo alto, principalmente pelo tempo gasto no trajeto. Essa realidade reforça a tensão existente em 2026, em que a força de trabalho busca retomar o controle sobre o tempo.
Impactos do tempo de deslocamento na demanda por escritórios
A pesquisa aponta que 79% dos entrevistados acreditam que a presença no escritório não é uma escolha, o que influencia diretamente a demanda por ambientes corporativos. Claudio Hidalgo, Presidente Regional da WeWork Latam, ressalta que o escritório não compete apenas com outras empresas, mas também com o conforto do lar. Para que o retorno ao ambiente corporativo faça sentido, é necessário oferecer uma experiência superior, combatendo problemas como o excesso de ruído, que afeta 57% dos trabalhadores.
Transformação do mercado de trabalho e foco no bem-estar
O mercado de trabalho brasileiro em 2026 passa por uma transformação profunda, onde o emprego não é mais aceito como um “pacote fechado”. Millennials e Geração Z buscam propósito e flexibilidade, enquanto a Geração X sustenta a base de experiência e estabilidade. Essa convivência intergeracional reflete o desejo de retomar o controle do tempo, com 93% dos profissionais valorizando o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal.
Uso da inteligência artificial e produtividade
O estudo também destaca a adoção da inteligência artificial (IA) no ambiente corporativo, que ocorre de “baixo para cima”, impulsionada pela proatividade individual. Cerca de 43% dos colaboradores brasileiros já utilizam IA por conta própria, enquanto apenas 19% recebem incentivo das empresas. O uso da tecnologia concentra-se em pesquisas rápidas (70%) e tarefas técnicas (55%). Apesar disso, o nível de destreza técnica permanece básico ou intermediário, abrindo oportunidades para empresas que desejam aprimorar o uso da IA para aumentar produtividade e bem-estar.
Bem-estar como filtro para permanência no emprego
O bem-estar deixou de ser um conceito abstrato e tornou-se o principal critério para a permanência no emprego. Segundo a pesquisa, 64% dos brasileiros trocariam de trabalho por uma melhor qualidade de vida, mesmo ganhando menos. Para as organizações, o sucesso em 2026 dependerá de como as pessoas se sentem enquanto produzem, e não do local onde trabalham. Como destaca o relatório, “não ganha a empresa que obriga a voltar, mas sim aquela que consegue fazer com que valha a pena fazê-lo”.