Baby Boomers lideram crescimento do ciclismo em deslocamentos diários

A bicicleta consolida-se cada vez mais como meio de transporte no mundo, e os Baby Boomers destacam-se nesse movimento. Dados do primeiro relatório global de deslocamentos do Strava indicam que, em 2025, ciclistas percorreram mais de 550 milhões de milhas em trajetos de ida e volta ao trabalho, o equivalente a cerca de 22 mil voltas ao redor da Terra. Surpreendentemente, a geração Baby Boomers, nascida entre meados de 1946 e 1964, lidera o uso da bicicleta no dia a dia, contrariando a percepção comum de que os mais jovens dominam essa prática.

Baby Boomers impulsionam o uso da bicicleta como meio de transporte

O levantamento do Strava revela que os Baby Boomers apresentam a maior taxa de adesão ao ciclismo para deslocamentos cotidianos. Em contraste, a Geração Z mostra-se 21% menos propensa a utilizar a bicicleta para esse fim. Essa mudança no perfil dos ciclistas indica uma transformação significativa na mobilidade ativa global.

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  • O papel das bicicletas elétricas na expansão do ciclismo

    Outro ponto importante do relatório destaca o impacto das bicicletas elétricas (e-bikes) na popularização do ciclismo. O uso dessas bicicletas reduz barreiras de entrada, permitindo que pessoas de diferentes idades e níveis de condicionamento físico adotem o pedal como alternativa viável para o transporte diário. No Brasil, essa tendência ganha força, com a produção de bicicletas elétricas crescendo 142,3% em março na comparação anual, totalizando 5.447 unidades fabricadas.

    Para a Oggi Bikes, essa transformação reflete uma mudança estrutural na percepção da bicicleta globalmente. David Peterle, CEO da Oggi Bikes, afirma que a bicicleta deixa de ser uma escolha pontual e passa a integrar a rotina das pessoas. As e-bikes, como a Oggi Big Wheel 8.0, desempenham papel fundamental ao tornar o deslocamento mais acessível, ampliando o público e permitindo que mais pessoas incorporem o pedal no dia a dia.

    O estudo também aponta que fatores externos, como o clima, exercem impacto cada vez menor na decisão de pedalar. Países com temperaturas extremas, frias ou quentes, registram altos índices de uso da bicicleta, indicando que o ciclismo já se consolidou como hábito em diferentes contextos. No Brasil, cerca de 23% dos deslocamentos ocorreram em temperaturas acima de 27°C.

    Mobilidade ativa

    Além do comportamento individual, os dados reforçam o impacto coletivo da mobilidade ativa. Informações geradas por plataformas como o Strava já auxiliam mais de 4 mil parceiros ao redor do mundo, incluindo governos e planejadores urbanos, na melhoria da infraestrutura para tornar o transporte por bicicleta mais seguro e eficiente. Estima-se que quase 1 bilhão de pessoas já tenham sido impactadas por essas iniciativas.

    Na avaliação da Oggi Bikes, o avanço da mobilidade ativa abre espaço para mudanças urbanas e para o desenvolvimento de novos produtos e soluções no setor. David Peterle destaca que o crescimento consistente do uso da bicicleta impulsiona inovação, amplia o acesso e cria um ecossistema estruturado em torno da mobilidade ativa. Hoje, o mercado não foca apenas em bicicletas, mas em um novo modelo de deslocamento.

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