O estado de São Paulo registrou um crescimento expressivo nas operações contra alcoolemia em 2025, com um aumento de 125% no número de ações realizadas. O volume de operações saltou de 565 em 2024 para 1.273 em 2025, enquanto a quantidade de veículos abordados quase dobrou, passando de 401,7 mil para 781,1 mil. Historicamente, o total de operações em 2025 foi quase 14 vezes maior do que o registrado em 2021. Esse avanço resulta de uma estratégia de integração institucional que reorganizou o planejamento e fortaleceu a coordenação entre o Detran-SP, Polícia Militar e Guarda Civil Metropolitana de São Paulo. A presença constante e territorialmente capilar dessas forças nas vias cria uma fiscalização real e contínua, o que contribui para a mudança de comportamento dos motoristas, segundo Anderson Poddis, Diretor de Fiscalização de Trânsito do Detran-SP.
Planejamento estratégico e uso de dados para combater a alcoolemia
As operações contra alcoolemia utilizam dados do Infosiga, plataforma que integra informações sobre sinistros de trânsito em cidades e rodovias. Essa abordagem permite planejar ações mais eficientes, abordando um maior número de veículos em menos tempo. Dirigir sob efeito de álcool representa o segundo maior fator de acidentes e mortes no trânsito, ficando atrás apenas do excesso de velocidade. A legislação brasileira sobre alcoolemia mantém rigor internacional, combinando fiscalização contínua e ações educativas para reduzir os índices de infrações e acidentes. Para 2026, o Detran-SP prevê avanços no uso de inteligência e dados para aprimorar o planejamento das operações, além de ampliar a integração com municípios via SISTRAN-SP e direcionar ações educativas a perfis de risco específicos. O objetivo é tornar a política contra a alcoolemia mais eficiente e capaz de salvar vidas.
Infrações por alcoolemia e penalidades previstas no código de trânsito
Desde o início de 2026, o estado realizou 46 operações contra alcoolemia, com mais de uma ação por dia. Foram fiscalizados 30.341 veículos, resultando em 771 infrações relacionadas à alcoolemia. Destas, 665 foram recusas ao teste do bafômetro, 42 autuações por dirigir sob efeito de álcool, duas por embriaguez e outras duas recusas com crimes, quando o condutor aparenta embriaguez e se recusa ao teste. Segundo o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), dirigir com até 0,33 mg de álcool por litro de ar expelido ou recusar o bafômetro configura infração gravíssima, com multa de R$ 2.934,70 e suspensão da carteira de habilitação. A reincidência em 12 meses dobra o valor da multa para R$ 5.869,40. Em casos de nova infração durante a suspensão, o motorista enfrenta processo administrativo que pode levar à cassação da CNH, exigindo reinício do processo de habilitação após 24 meses.
Leia também:
- São Paulo completa 472 anos com transporte como protagonista da história
- Prefeitura de Campinas fixa subsídio de R$ 190,2 milhões para transporte público em 2026
- Eletra lidera mercado de ônibus elétricos com 33% em 2025 e projeta crescimento
- Detran-SP elimina vistoria em serviços específicos e simplifica processos
- Bombeiros resgatam ciclistas perdidos em mata fechada de Juquitiba
Crimes de trânsito relacionados à alcoolemia e consequências legais
Quando o índice de álcool no ar expelido ultrapassa 0,34 mg por litro, a situação configura crime de trânsito. Motoristas flagrados nessa condição recebem multa, suspensão da CNH e são conduzidos ao distrito policial. A Lei Seca prevê pena de seis meses a três anos de prisão para esses casos, reforçando a política de tolerância zero contra a alcoolemia no trânsito. Essas medidas visam reduzir acidentes, proteger vidas e garantir maior segurança nas vias paulistas.
Perspectivas para 2026 no combate à alcoolemia
O Detran-SP planeja ampliar o uso de dados e inteligência para tornar as operações contra alcoolemia mais eficazes e previsíveis. A integração com municípios por meio do SISTRAN-SP facilitará ações coordenadas, enquanto campanhas educativas focarão em perfis de risco específicos. Desde o início do ano, a fiscalização já demonstra resultados, com mais de 30 mil veículos abordados e centenas de infrações registradas. A continuidade e o aprimoramento dessas ações prometem fortalecer a política pública de combate à alcoolemia, reduzindo sinistros e salvando vidas nas estradas e ruas do estado.
A intensificação das operações contra alcoolemia em São Paulo mostra que a combinação de fiscalização rigorosa, planejamento estratégico e educação no trânsito pode transformar o comportamento dos motoristas e aumentar a segurança viária no estado.
