Privatização da Emae: última estatal de energia de SP é vendida por R$ 1,04 bilhão

A Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae), última estatal de energia do estado de São Paulo, foi vendida por R$ 1,04 bilhão para o Fundo Phoenix de Investimentos em Participações Multiestratégia. O leilão de privatização ocorreu na sede da B3, no Centro da capital, nesta sexta-feira (19).

O processo envolveu a negociação de 14,7 milhões de ações, das quais 14,4 milhões eram de titularidade do estado de São Paulo e 350 mil pertenciam à Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô). O preço mínimo estabelecido foi de R$ 52,85 por ação.

A venda da Emae é parte do plano de desestatização do governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos), que prevê a privatização de 13 projetos ao longo de 2024.

Além do Fundo Phoenix, outros dois consórcios participaram da disputa: EDF Holding, subsidiária da gigante francesa de energia, e Matrix Energy Participações, uma joint venture da gestora Prisma Capital com uma subsidiária do grupo suíço Duferco, conforme informações da Agência Reuters.

Após 57 lances, a empresa vencedora arrematou a estatal com a oferta de R$ 70,65 por ação, representando um aumento de 33,68% em relação ao valor definido pelo governo de SP.

Atualmente, o valor de mercado da Emae é de R$ 2,3 milhões, com receita líquida de R$ 532 milhões e patrimônio líquido de R$ 1,16 bilhão.

Criada em 1998 a partir da cisão da Eletropaulo, a Emae tem como principal atividade a geração de energia por meio de quatro usinas hidrelétricas: Henry Borden, Porto Góes, Rasgão e Pirapora. Essas unidades estão localizadas em São Paulo, Salto, Cubatão e Pirapora do Bom Jesus.

No ano passado, as usinas geraram 1.663 GWh de energia, o suficiente para abastecer uma média de 825 mil residências na Grande São Paulo.

Além da geração de energia, a Emae também é responsável pelo controle dos níveis dos rios Tietê e Pinheiros, especialmente durante os períodos chuvosos.

A empresa opera ainda o serviço de travessias em três pontos da Represa Billings, conectando diferentes bairros de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. O governo de SP informou que esse serviço será mantido de forma gratuita pelo novo controlador.

Em março de 2023, o edital de privatização foi suspenso pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) a pedido do Ministério Público de Contas, mas foi liberado um mês depois para viabilizar os estudos de privatização da estatal, avaliada em R$ 2,2 bilhões.

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