Acidentes com motociclistas: 5 dicas para uma condução defensiva

Aproximadamente 2 mil motociclistas perderam a vida em acidentes no Estado de São Paulo no ano passado, segundo dados do Sistema de Informações e Gerenciamento de Acidentes no Estado de São Paulo (Infosiga SP). A mesma pesquisa mostra que o fator humano é o principal causador de fatalidades no trânsito, com 94% dos acidentes fatais sendo causados por negligência de condutores ou pedestres.

Como parte da iniciativa da Zapay em contribuir para um trânsito mais seguro e responsável, selecionamos cinco dicas práticas de como os condutores podem evitar acidentes.

  1. Cuidado com o ponto cego

Um dos pilares da condução defensiva é a previsão. E no caso de atenção a pontos cegos de outros veículos esse elemento deve ser levado muito a sério, já que uma das justificativas mais comuns nos acidentes envolvendo motos é a de que o condutor do outro veículo não viu a motocicleta.

O ponto cego é a área não coberta pelos espelhos retrovisores dos automóveis ou onde as colunas e outras partes do veículo ocultam a visão do motorista. É por esse motivo que, ao andar ao lado de carros, caminhões ou ônibus, esteja ou não no corredor, o motociclista deve prestar atenção para não ficar “invisível” e, desse modo, sujeito a uma “fechada” a qualquer momento. A dica então é se manter dentro do campo de visão dos motoristas ao seu redor e estar sempre atento aos comportamentos dos demais condutores, observando, por exemplo, se eles estão atentos aos retrovisores.

  1. Cruzamentos e conversões

Um dos acidentes mais comuns e de alta gravidade que acontecem em avenidas e estradas são em pontos de conversão ou cruzamento. Ao estar próximo de um veículo aguardando para cruzar a pista, é recomendável diminuir a velocidade e avisar da sua aproximação por meio da buzina ou farol alto. Ainda assim, é necessário ter a atenção redobrada: o motorista pode estar desatento e cruzar a sua frente, causando um grave acidente.

  1. Atenção com os pedestres

Os dados relativos às mortes de pedestres no trânsito são tão alarmantes quanto os de motociclistas. Esses números mostram que o motociclista também deve ficar atento para que essa grave estatística não aumente ainda mais. Sempre que estiver ao lado de ônibus e outros veículos altos, como VUCs e SUVs, o motociclista deve observar cuidadosamente, mesmo que o trânsito esteja parado. A qualquer instante um pedestre pode aparecer entre os carros.

Locais de maior movimentação, como saídas de hospitais, igrejas, supermercados, estações de trem e metrô exigem mais atenção, em especial nos horários de pico ao longo do dia. Nesse caso, a única forma de evitar um acidente é rodar em velocidade reduzida e compatível com a via, de modo que permita uma frenagem de emergência.

  1. Pare agora!

A velocidade não é a melhor aliada dos motociclistas, especialmente no que diz respeito a “furar” um semáforo ou acelerar para tentar passar antes dele fechar. Alguns minutos de economia de tempo podem gerar acidentes graves.

Vale fazer uma ressalva em relação ao sinal verde, que não merece também uma postura relaxada e acelerada. Isso porque na via perpendicular pode haver outro motorista (ou motociclista) que tente aproveitar o amarelo. Nossa dica: mesmo que o semáforo fique verde, certifique-se de que os outros veículos pararam.

  1. Use os itens de segurança

Esse é o óbvio que precisa ser dito e reforçado: use sempre equipamentos de proteção. Muitas vezes deixados de lado, são eles que podem fazer a diferença protegendo tanto o piloto quanto a garupa. Começando pelo capacete, que é um item indispensável, o motociclista deve se ater ao tamanho adequado (não pode ficar folgado na cabeça), estar sempre bem afivelado e dentro do prazo de validade. Lembre-se que o capacete não é o único item de proteção que você deve utilizar. Botas, luvas, calças e jaquetas apropriadas completam o equipamento básico que todo condutor de moto deve vestir antes de sair de casa.