Lítio, centro da transição energética

64

Em setembro deste ano, a Argentina anunciou que terá uma indústria própria de veículos elétricos, graças ao fato de que a YPF fabricará baterias de lítio com matéria-prima e pessoal local. A decisão da estatal petrolífera é uma das que o governo argentino adotou no quadro do seu crescente envolvimento na mobilidade elétrica, conforme demonstrado anteriormente com a fatura da mobilidade elétrica e o Plano de Desenvolvimento Produtivo Verde.

O progresso da Argentina em eletricidade não é o único na região. Porque no final do ano passado foi anunciada a construção de um pólo tecnológico no Brasil onde serão produzidas baterias de lítio, entre outros componentes. E o desenvolvimento da indústria elétrica no gigante latino-americana agrega agora um novo projeto: um laboratório de baterias jogos do tabuleiro.

O laboratório

Localizado no Rio de Janeiro, o laboratório será o primeiro do gênero na América Latina e terá como objetivo testar baterias para veículos elétricos. Especificamente, o cenário de testes dividirá espaço com outros 50 laboratórios do Campus de Inovação e Metrologia do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), órgão vinculado indiretamente ao governo brasileiro.

A seguir a ser realizado em parceria com a Universidade de Minas Gerais PUC e a empresa coreana PCN (especializada em certificação de produtos), será um lugar que lançará as bases do Brasil no desenvolvimento de veículos sustentáveis ​​e baratos, como o aguarda o presidente do Inmetro, Marcos Heleno Guerson.

O início do desenvolvimento de elementos para mobilidade elétrica vem acompanhado do fato de que até 2035 a previsão é de que mais de 60% dos veículos vendidos no Brasil sejam híbridos ou 100% elétricos, segundo Guerson. Por enquanto, o laboratório iniciaria suas atividades em 2023, ou seja, um ano após o início da produção da anunciada planta de baterias.

América Latina, o grande reservatório de lítio

O lítio é um mineral fundamental para a transição energética global, em particular no que diz respeito ao seu uso na indústria de baterias para carros elétricos. Um relatório recente da Agência Internacional de Energia indicou que a demanda por lítio aumentará 42 vezes até 2040. Há um alerta para o “otimismo pós-pandêmico” nos países do Triângulo de Lítio -sistema de salinas andinas localizadas entre Argentina, Chile e Bolívia- dadas as expectativas de demanda vertiginosa por baterias para armazenamento de energia e o mercado global de veículos elétricos em rápida expansão.

Só em 2020, as ações da empresa de carros elétricos Tesla aumentaram 700%, tornando seu proprietário o segundo indivíduo mais rico do mundo. Diante do cenário de aumento da disputa geopolítica pelo lítio, é fundamental observar o papel da América Latina, região que concentra as principais reservas do mundo, já que Bolívia, Argentina, Chile, México e Peru controlam 67% das reservas do mundo.

De acordo com analistas, a demanda global por lítio dobrará até 2024. Além disso, vale dizer que atualmente o lítio é extraído de diferentes maneiras. Embora, em geral, seja extraído por evaporação solar de grandes piscinas de salmoura, bem como através da extração de rocha dura do mineral espodumênio.

Deixe seu comentário