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terça-feira, abril 16, 2024

Trecho do Corredor BRT Campo Grande é liberado para circulação

Nesta terça-feira, dia 14 de julho de 2020, a Prefeitura de Campinas liberou para a circulação de veículos um trecho de 1,5 quilômetros do Corredor BRT Campo Grande, na Avenida John Boyd Dunlop.

No total, já são quase 13 quilômetros de corredores exclusivos do BRT abertos para circulação.

O trecho está localizado entre as avenidas Transamazônica (após o viaduto da Rodovia Anhanguera – Jardim Garcia) e Brasília (anterior ao Hospital da PUC – Jardim Londres).

A extensão liberada contempla os bairros Jardim Garcia, Paulicéia, Jardim Londres e Vila Castelo Branco. A região conta com diversos polos geradores de tráfego, tais como Covabra, C&C – Casa e Construção, Habib’s, Faculdade Anhanguera e Delegacia Seccional da Polícia Civil; além de diversos pontos comerciais e agências bancárias.

“Nesta data tão simbólica, estamos entregando um trecho extremamente importante, que vai beneficiar 76 mil usuários do transporte. O BRT é a maior obra pública da história de Campinas, são quase 37 quilômetros de corredores e já atingimos 95% de pavimento completamento concluído”, detalhou o secretário de Transportes, Carlos José Barreiro.

A região liberada para circulação integra o Lote 2, Trecho 2, da implantação do BRT, que vai da Vila Aurocan até o viaduto sobre a Rodovia dos Bandeirantes, com 5 quilômetros de extensão. A responsável pela execução das obras é a empresa Construcap – CCPS Engenharia e Comércio.

Também ao longo desta terça-feira, a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas libera para circulação a transposição da Avenida JBD pela Rua Domício Pacheco e Silva. Conhecido como “Balão do Londres”, o ponto passou por completa reconfiguração geométrica.

Confira imagens panorâmicas do trecho liberado:

Benefícios

O trecho liberado conta com dez faixas de rolamento no total. São quatro faixas expressas para os veículos em geral (duas por sentido) na Avenida JBD; e outras quatro faixas (duas por sentido) nas marginais (ruas Oswaldo Oscar Barthelson e José Rosolem).

No Corredor BRT, são duas faixas exclusivas para o sistema de transporte público coletivo (uma por sentido), junto ao canteiro central.

As faixas exclusivas, dedicadas aos veículos BRT, foram executadas em pavimento rígido (concreto), mais resistentes ao fluxo intenso de veículos. As faixas por onde circulam os demais veículos foram requalificadas, com nova pavimentação asfáltica e sinalização. O trecho também recebeu paisagismo (implantação de grama) no canteiro central.

A sinalização viária foi totalmente revitalizada em todo o trecho, tanto a vertical (placas), quanto a horizontal (solo). A velocidade máxima permitida no trecho passa a ser 50 km/h; com exceção dos pontos em obras, próximo às estações, que será de 40 km/h.

Novos conjuntos semafóricos foram instalados, incluindo sinalização para pedestres. Também foram construídas passagens para a travessia segura de pedestres.

A iluminação dos corredores é em LED, com a fiação subterrânea, trazendo mais segurança aos usuários do transporte público no período noturno e requalificação visual da região.

O trecho conta ainda com as estações Garcia e Jardim Londres. Ambas já receberam estrutura metálica e envidraçamento, restando detalhes da etapa de acabamento. A Estação BRT Londres já conta com identificação visual.

Foto: Divulgação/Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas
Foto: Divulgação/Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas
Foto: Divulgação/Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas

Operação Transporte

A liberação favorece 15 linhas do transporte público coletivo, que circulam na região. No total, cerca de 76 mil usuários serão beneficiados com a melhoria da fluidez viária e redução do tempo de viagem.

Sete linhas de ônibus do sistema convencional passam a circular na faixa exclusiva, com pontos de embarque e desembarque provisórios junto às estações. São elas: 210, 212, 221, 222, 223, 224 e 229. Juntas, essas linhas transportam cerca de 43 mil passageiros mensalmente.

Outras oito linhas de ônibus seguem utilizando as marginais da Avenida JBD, com embarque e desembarque pela faixa da direita. São elas: 116, 134, 211, 214, 220, 230, 231 e 241. São cerca de 33 mil passageiros transportados mensalmente. Também pelas marginais, irá circular a linha 289 (Itajaí – Terminal Mercado – Corujão), durante a madrugada.

Liberações

Esta é a sétima liberação de trechos dos Corredores BRT na cidade, totalizando quase 13 quilômetros. Os passageiros do transporte público que utilizam os eixos Amoreiras, John Boyd Dunlop e Ruy Rodriguez, já sentem, em seu dia a dia, mais agilidade nas viagens diárias.

Os motoristas que trafegam nos trechos impactados também foram beneficiados com uma significativa melhoria da fluidez viária, já que as liberações das faixas exclusivas para os ônibus do sistema convencional proporcionam a redução de veículos nas vias marginais.

A maior obra de Mobilidade Urbana em andamento no país envolve a construção de três corredores BRT – Campo Grande, Ouro Verde e Perimetral. Serão 36,6 quilômetros de corredores, 18 pontes e viadutos, 37 estações e seis terminais. Com custo total de R$ 451,5 milhões, a obra beneficiará, diretamente, 450 mil pessoas.

O BRT Campo Grande tem 17,9 quilômetros de extensão, saindo da região central, ao lado do Terminal Mercado, seguindo pelo leito desativado do antigo VLT, Avenida John Boyd Dunlop, passando pelo Terminal Campo Grande e chegando ao Terminal Itajaí.

Evolução das obras (Junho de 2020):

  • 95% dos corredores pavimentados
  • 70,63% das obras em desenvolvimento
  • Lote 1: 82,88% – Trecho 1 do Corredor Campo Grande (4,3 quilômetros), que liga a região central à Vila Aurocan – Corredor Perimetral (4,1 quilômetros)
  • Lote 2: 68,05% – Trechos 2, 3 e 4 do Corredor Campo Grande, que liga a Vila Aurocan até o Terminal Itajaí (13,6 quilômetros)
  • Lote 3: 68,03% – Trecho 1 do Corredor Ouro Verde, que liga a região central até a Estação Campos Elíseos (4,8 quilômetros)
  • Lote 4: 66,65% – Trechos 2 e 3 do Corredor Ouro Verde, que liga a Estação Campos Elíseos até o Terminal Vida Nova (9,8 quilômetros)

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