Quicko e Rentbrella transformam guarda-chuvas em máscaras de tecidos para doações

As máscaras, produzidas pela Estamparia Social, serão doadas a Organizações não Governamentais que atuam no centro da capital paulista, como a Coletivo Arouchianos e a Missão Belém

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Guarda-chuvas 1 Máscaras de tecidos
Foto: Divulgação/Quicko

A Quicko, startup de mobilidade urbana, em parceria com a Rentbrella, startup de compartilhamento de guarda-chuvas, e a Organização não Governamental (ONG) Estamparia Social, projeto de inclusão social de profissionais do sistema prisional que ressignificam produtos para a confecção de acessórios, criaram ação para ajudar no combate à disseminação do Covid-19.

A campanha, intitulada “Guarda + que Chuva” doará mais de mais de cinco mil máscaras reutilizáveis para duas instituições de São Paulo: a Coletivo Arouchianos, que atende a comunidade LGBTQI+, e o Movimento Religioso Missão Belém, com pessoas em situação de rua.

O item de segurança se tornou obrigatório desde o dia 7 de junho deste mês em todos os lugares públicos do Estado de São Paulo.

As máscaras foram feitas com os tecidos dos guarda-chuvas da Quicko, que eram disponibilizados pela Rentbrella, e que seriam descartados. A confecção foi feita pela Estamparia Social.

“Parte dos guarda-chuvas que a Quicko oferecia para as pessoas se protegerem nos deslocamentos pela cidade em dias chuvosos agora viraram máscaras para dar mais segurança para aqueles que precisam sair de casa mesmo diante do risco da Covid-19. Com a ação, queremos estimular a prevenção ao novo coronavírus, dar oportunidade de renda para profissionais que precisam e reaproveitar um material que não tinha mais uso”, explica Pedro Somma, CEO da Quicko.

“A Rentbrella, assim como a Quicko, está transformando a mobilidade urbana da nossa cidade. Incentivamos a cultura do compartilhamento e consumo consciente, e o descarte sustentável dos tecidos dos guarda-chuvas sempre foi uma preocupação para nós. Quando nos deparamos com o projeto da Estamparia Social e a possibilidade de ressignificar os tecidos em máscaras, quisermos ajudar. Poder levar cuidado e proteção àqueles que precisam durante esse momento tão difícil, e simultaneamente apoiar uma cadeia sustentável de produção, é muito gratificante, além de ser nossa responsabilidade como empresa”, relata Nathan Janovich, CEO da Rentbrella.

“A Estamparia Social é uma empresa de impacto social que gera valores e princípios por intermédio da indústria têxtil. Participar de uma campanha como essa é um prazer, pois envolve o socioambiental, o pilar do nosso projeto. Ressignificar um produto que provavelmente seria descartado em outro que possa ser distribuído é uma honra”, diz Robson Sanchez, gestor e fundador da Estamparia Social.

Uma das Organizações não Governamentais que receberão as máscaras doadas pela Quicko e a Rentbrella é a Coletivo Arouchianos, que existe desde 2016 e surgiu para promover ações socioculturais, artísticas e esportivas para a comunidade LGBT+ localizada na Praça Largo do Arouche, no Centro de São Paulo.

“Neste período de pandemia, recebemos muitas solicitações de pessoas da nossa comunidade para ajudá-las com cestas básicas e kits para higiene pessoal e doméstica. Além de doarmos máscaras e álcool em gel, realizamos testes de HIV e AIDS. Recebemos mais de 460 pedidos de ajuda, agora estamos com quase 430 pessoas na lista de espera. A parceria com a Quicko representa proporcionar segurança as pessoas que atendemos e fico muito impressionado pela atitude de reaproveitar os guarda-chuvas em prol da sustentabilidade e da solidariedade”, explica Helcio Beuclair, um dos fundadores da Arouchianos.

O Movimento Religioso Missão Belém irá disponibilizar as máscaras doadas aos mais de 2,3 mil moradores em situação de rua que foram acolhidos pelo projeto e aos voluntários, entre eles profissionais da saúde, que vão ao encontro dos doentes e os convidam para morar nas residências do movimento.

“Vejo esta parceria como de grande importância, já que poderemos investir em medicamentos e alimentos, tendo a segurança de receber as máscaras doadas pelas startups”, explica Caio Ferreira, responsável pela organização.

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