Coronavírus: Número de mortes entre funcionários de empresas de ônibus aumenta na capital paulista

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Campo Belo João Dias Funcionários de empresas de ônibus
Foto: Eduardo Conceição

Um novo levantamento divulgado pelo Sindmotoristas (Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo) aponta que ao menos 40 funcionários de empresas de ônibus da capital paulista podem ter morrido de coronavírus.

Nove mortes foram confirmadas por complicações da doença e 31 aguardam o resultado dos exames.

Ainda de acordo com o sindicato, 707 trabalhadores estão com suspeita de terem sido contaminados pelo coronavírus, desses 155 casos já foram confirmados.

Além disso, o sindicato informou que está orientando os funcionários a se proteger da maneira correta, usando máscaras de proteção e álcool em gel , mas temem que ao haver a flexibilização do comércio, os casos aumentem.

“Tememos que o problema possa fugir de controle se os coletivos continuarem superlotados, expondo a maiores riscos de contágio condutores e passageiros. Os ônibus podem virar incubadoras do coronavírus”, disse Valmir Santana da Paz, presidente em exercício do Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo.

Confira abaixo o levantamento:

Prefeitura de São Paulo

A Prefeitura de São Paulo informou ao Diário do Transporte que está realizando diversas ações de prevenção à Covid-19 no transporte coletivo. Confira abaixo o posicionamento da gestão municipal:

“A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes e da SPTrans, colocou em prática no início da pandemia uma série de ações para aumentar a segurança de passageiros e operadores do sistema como: a obrigatoriedade do uso de máscaras em ônibus e terminais; veiculação de mensagens sonoras nos 31 terminais de ônibus com dicas e orientações para prevenção da Covid-19; sinalizou as plataformas com a distância de 1 metro entre os usuários; autorizou as empresas operadoras a usarem cortinas em formato de “L” nos postos dos motoristas para evitar o contágio.

A higienização de veículos foi reforçada nas garagens e passou a ser feita, também, nos terminais, em pontos de maior contato dos usuários, como balaústres, corrimãos e assentos, no intervalo entre as viagens.

Além disso, foi feita recomendação para que as empresas concessionárias de ônibus realizem viagens sem exceder a capacidade máxima de passageiros sentados. A orientação, que também vale aos passageiros, foi feita com base no escalonamento na entrada e saída dos trabalhadores dos comércios e serviços autorizados a funcionar novamente de forma presencial. O objetivo é reduzir a disseminação do vírus.

Sobre equipamentos de segurança a motoristas e cobradores, trata-se de relação trabalhista entre a empresa concessionária e os funcionários.

Mais informações sobre os protocolos do transporte público para o enfrentamento à Covid-19 estão disponíveis no link“.

Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro, o último levantamento do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus do Rio de Janeiro aponta que o número de funcionários de empresas de ônibus mortos por Covid-19 chega a 39.

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