Intervenção perto da Estação Conceição do Metrô visa elevar segurança viária

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Estação Conceição
Foto: Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes

A Prefeitura de São Paulo realizará uma intervenção perto da estação Conceição da Linha 1-Azul do Metrô dentro da programação da Semana da Mobilidade.

A iniciativa integra o Plano de Segurança Viária de São Paulo – Plano Vida Segura, que adota a Visão Zero, ou seja, que prioriza salvar vidas em toda ação de mobilidade urbana e considera que nenhuma morte no trânsito é aceitável. A intervenção será realizada quarta-feira, dia 25 de setembro de 2019.

A ação no entorno da estação Conceição é uma intervenção de urbanismo tático, que visa impactar imediatamente na segurança viária de todos os usuários do local e tem objetivo de engajar e comunicar a população sobre a importância de agir para salvar vidas no trânsito.

Até o fim de 2020, o plano prevê uma série de intervenções permanentes em pontos críticos de travessia de pedestres. Esses projetos estão sendo elaborados para serem implantados junto às obras de expansão da malha cicloviária da cidade, o que garantirá intervenções de infraestrutura segura todos nesses locais.

A interseção da Avenida Engenheiro Armando Arruda Pereira com a Rua Guatapará estava entre os 50 pontos mais perigosos identificados em estudo do WRI Brasil e Instituto Cordial, que serviu de insumo para o Plano Vida Segura. O WRI Brasil fomentou e apoiou a construção do Plano de Segurança Viária de São Paulo.

“A região da estação Conceição foi escolhida por ser uma das mais críticas, dado o alto movimento de pedestres, ciclistas e motociclistas em virtude da concentração de terminal de ônibus, metrô e grandes centros empresariais”, explica Diogo Lemos, do WRI Brasil.

A área desta primeira intervenção de urbanismo tático terá quase todas as travessias melhoradas, com extensões da calçada, e será implementada uma nova travessia, que corrobora uma “linha de desejo”, onde pedestres atravessam mesmo sem haver faixa.

A intervenção consistirá em sinalização segundo padrões da Companhia de Engenharia de Tráfego, com tinta, tachões e balizadores demarcando as extensões de calçadas. Mobiliário como bancos e vasos deve complementar a ação.

As modificações visam tornar as travessias mais seguras pela redução da largura do leito viário, pela diminuição da distância entre travessias, pela melhoria da visibilidade entre os diversos usuários (motoristas, motociclistas, ciclistas, pedestres). As esquinas terão seus raios de curvatura reduzidos, de modo que a própria infraestrutura garanta a redução de velocidade dos motoristas para realizar as conversões.

Como parte das ações da Semana da Mobilidade, a Prefeitura de São Paulo também colocou faixas nas avenidas que registram maior número de acidentes graves. São alguns dos pontos críticos que deverão receber intervenções até o fim de 2020.

Visão zero e o plano de São Paulo

Mortes no trânsito são um problema global: eles ocasionam a morte de 1,25 milhão de pessoas por ano em todo o mundo, mas afetam mais os países de renda média e baixa, como é o caso do Brasil.

Essas mortes são consequência de um desenvolvimento urbano mal planejado, da tradicional priorização dos veículos motorizados, de falhas de infraestrutura de vias e calçadas, que colocam pedestres e ciclistas em risco, de leis e fiscalização inadequadas, entre outros fatores.

Países como a Suécia, que atualmente registra 3 mortes a cada 100 mil habitantes, provaram que é possível mudar essa realidade com ações de segurança. Junto com a Holanda, a Suécia foi um dos primeiros países a adotar abordagens de Sistemas Seguros e Visão Zero, nos anos 1990.

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