CPTM investe em soluções da Autodesk com objetivo de reestruturar e modernizar serviços e operações

Com a integração dos sistemas e uso de metodologia BIM foi possível otimizar os projetos em até 30%

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Trem série 8500 CPTM Autodesk
Trem série 8500
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Desde 2014, a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) se empenha em pesquisar novas tecnologias no mercado que possam preparar, adequar e, principalmente, trazer mais inovação aos processos internos e externos da companhia. Por se tratar de projetos complexos, foi preciso escolher um sistema de soluções e metodologias que reunisse todas as perspectivas e possíveis impactos para as execuções.

Com isso, optaram pela aplicação do BIM (Building Information Modeling), que é uma metodologia que envolve hardware, software e profissionais para gerar modelos tridimensionais com o máximo de detalhamento, e assim, reduzir desperdício de tempo e até investimento nas obras.

Na fase de projeto, a tecnologia Building Information Modeling possibilitou a concepção de um projeto construído em modelo parametrizado, que permite visualizar volumetria, estimar custos, quantificar e qualificar os materiais aplicados, observando e ajustando questões ambientais e outros itens de projeto. O pacote de software utilizado nesse processo inclui as soluções para Infraestrutura da Autodesk.

A CPTM criou internamente um núcleo Building Information Modeling com cerca de 60 especialistas dedicados e que puderam começar a articular a metodologia, revisão de padrões e possíveis impactos.

Ao longo do desenvolvimento dos cinco projetos de adaptação de acessibilidade em estações que foram elaborados internamente, entre os anos de 2016 e 2017, as equipes envolvidas adquiriram experiência e puderam aplicar na prática os conceitos aprendidos nas etapas anteriores de treinamento e projetos piloto.

Esses cinco projetos resultaram nas primeiras contratações de obra a partir de projetos desenvolvidos inteiramente dentro do Processo Building Information Modeling na empresa, e as empresas contratadas para a realização das atividades terão que atualizar o modelo fornecido, no que está sendo chamado de “As-Built em Building Information Modeling”.

As obras das estações Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra e Mogi das Cruzes já foram concluídas, e as da estação Jaraguá iniciadas no final de fevereiro. Encontram-se em fase de contratação as obras para a estação Várzea Paulista.

“O projeto em Building Information Modeling otimizou o nosso tempo gasto em pelo menos 30% do tempo. Além disso, não precisamos ir a campo com a mesma frequência de antes para fazer e refazer medidas, traçados e muito menos ter que interromper a circulação das pessoas. O que antes demorava cerca de 1 mês, agora conseguimos fazer em 1 ou 2 dias e com muito mais assertividade, já que podemos provisionar vários cenários”, afirmou Eduardo Tavares, Gerente de Projetos da CPTM.

O Building Information Modeling para infraestrutura de transportes tem sido uma realidade cada vez maior dentro do campo de desenvolvimento de projetos e construção, entre os principais benefícios estão os ganhos de agilidade, assertividade, qualidade e redução de custos, item significativo principalmente em grandes obras com custo elevado.

A modelagem da primeira etapa também poderá servir de base para outros projetos. Com o mapeamento feito, é possível fazer novos estudos para analisar áreas, impactos, desocupações, entre outros.

“O Building Information Modeling permite que as tomadas de decisões e estudos fiquem mais precisos. E assim é possível diminuir custos, já que a solução consegue antecipar possíveis falhas e evita obras desnecessárias, além de avaliar a compatibilidade dos projetos ao plano de implantação”, completou Pedro Soethe, especialista técnico da área de Arquitetura, Engenharia e Construção da Autodesk no Brasil.

O próximo passo da CPTM é utilizar o Building Information Modeling para o acompanhamento das obras. Para isso, alguns integrantes das equipes de obra já foram treinados ao longo do ano passado. “Estamos abrindo caminho para, num futuro não muito distante, introduzir o Building Information Modeling para as áreas operacionais e de gestão de ativos”, concluiu Eduardo.

Biblioteca Building Information Modeling

Além do desenvolvimento dos projetos anteriormente mencionados, é importante ressaltar ações que vêm ocorrendo paralelamente e que são a base para que o processo Building Information Modeling avance como um todo dentro da companhia. Um item que merece destaque é uma ação atualmente em curso, que é a revisão de itens existentes e a modelagem de novos itens da Biblioteca Building Information Modeling CPTM.

A primeira etapa do trabalho compreende a modelagem e revisão de aproximadamente 500 itens de Projetos Padrão de Arquitetura, que já serão classificados com seus respectivos códigos de custo no sistema CPTM e com informações de projeto.

Esta ação tem como objetivo organizar e catalogar os Projetos Padrão e componentes internos, de modo a garantir a confiabilidade de uso desses elementos nos projetos, e acaba de maneira indireta por fomentar o mercado, uma vez que a ideia é também disponibilizar a biblioteca às projetistas, incentivando a realização de projetos na plataforma Building Information Modeling.

Além dos elementos Building Information Modeling em si, estão sendo desenvolvidas fichas de utilização de cada um desses itens e respectiva documentação técnica, de modo a facilitar o uso desses objetos em projeto por quem ainda não possui conhecimento avançado de softwares de modelagem.

Ainda em complementação às ações anteriores, encontra-se em desenvolvimento o Portal Building Information Modeling CPTM, que atuará como ferramenta de difusão do conhecimento na empresa para assuntos referentes ao Building Information Modeling e abrigará toda a base de documentos já produzida até o momento (procedimentos, manuais, especificações técnicas, apostilas e material de participação em congressos e seminários) além de disponibilizar os itens da Biblioteca de elementos Building Information Modeling elencada acima.

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