João Doria e Geraldo Alckmin reajustam valores da integração e dos bilhetes temporais

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Foto: Divulgação

A Secretaria dos Transportes Metropolitanos do Governo do Estado e a Secretaria de Mobilidade e Transportes da futura gestão da Prefeitura de São Paulo decidiram que a tarifa básica da CPTM, do Metrô e dos ônibus da SPTrans será mantida em R$ 3,80 no ano que vem, medida que congela o valor praticado em 2016. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (30) pelo secretário de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni. Juntos, Metrô e CPTM transportam sete milhões e meio de passageiros diariamente. O sistema municipal de ônibus transporta 9 milhões e 600 mil passageiros.

“A questão da tarifa nós decidimos conjuntamente com os técnicos da Prefeitura de São Paulo que nós vamos manter a tarifa básica de R$ 3,80. Ela beneficia mais da metade dos usuários do Metrô”, disse o secretário.

O governador Geraldo Alckmin afirmou que o desemprego e a queda da renda da população justificam a decisão de congelar em R$ 3,80 as tarifas de metrô e de trens da CPTM ao longo de 2017.

Veja como ficam os valores do transporte público em 2017:

Tarifa do Metrô: valor de R$ 3,80 será mantido

Tarifa da CPTM: valor de R$ 3,80 será mantido

Tarifa de ônibus: valor de R$ 3,80 será mantido

Integração ônibus + Metrô/CPTM: vai aumentar de R$ 5,92 para R$ 6,80 (reajuste de 15%, cerca de 3,5 milhões de usuários da integração serão afetados com o reajuste, o desconto na integração, desde que foi criada, ficou em torno de 23%, mas, com a alteração, a redução passa a ser de 10,5% em cima da tarifa cheia)

Bilhete Único 24 horas (comum): vai aumentar de R$ 10,00 para R$ 15,00 (reajuste de 50%, indicado para quem faz mais de 4 viagens por dia)

Bilhete Único 24 horas (integração): vai aumentar de R$ 16,00 para R$ 20,00 (indicado para quem faz mais de 4 viagens por dia)

Bilhete Único Semanal: Em decisão conjunta, Geraldo Alckmin e João Doria resolveram extinguir o bilhete único semanal, por causa da baixa adesão (menos de 0,05% dos usuários da rede)

Bilhete Único Mensal (comum): vai aumentar de R$ 140,00 para R$ 190,00 (reajuste de 35%, essa opção só passa a ser vantajosa para o passageiro que fizer mais de 50 viagens por mês)

Bilhete Único Mensal (integração): vai aumentar de R$ 230,00 para R$ 300,00 (reajuste de 30%, o que o torna vantajoso somente para quem fizer mais de 44 viagens por mês)

Bilhetes Madrugador e da Hora: O bilhete Madrugador (Metrô, das 4h40 às 6h15; e CPTM, das 4h40 às 5h35); e Da Hora (das 9h às 10h, nas linhas 8, 9 e 5), vai aumentar de R$ 2,92 para R$ 3,40 (reajuste de 16%)

Bilhete Fidelidade: Terá desconto de até 10,5%, de acordo com o número de viagens (atualmente, no caso de 50 viagens, o desconto é de 15%)

Todos esses bilhetes temporais não eram reajustados havia três anos. A integração por meio do Cartão BOM também permanecerá com o mesmo preço.

As novas tarifas passarão a vigorar a partir de 8 de janeiro de 2017.

Não haverá alteração no valor pago por estudantes que não têm acesso ao passe livre e tampouco corte na gratuidade da passagem de idosos com mais de 60 anos. Em 2016, foram emitidos cerca de trezentos milhões de bilhetes desse tipo, o equivalente a um milhão por dia.

Segundo o governo paulista, os aumentos da integração e dos bilhetes temporais cobrem o prejuízo financeiro provocado pelo congelamento da tarifa básica. Parte dos aumentos afeta usuários de vale-transporte, cujo custo recairá sobre o empregador.

Aumentos

O último aumento ocorreu no início deste ano quando as tarifas passaram de R$ 3,50 para R$ 3,80. Na mesma data, o valor da passagem dos ônibus foi reajustado.

A Prefeitura de São Paulo e o Governo do Estado têm tomado em conjunto decisões sobre os valores das tarifas dos ônibus municipais, trens e Metrô em conjunto nos últimos 5 anos. Os meios de transportes estão interligados pela integração do Bilhete Único e compartilham a receita arrecadada.

O congelamento por mais um ano terá forte impacto nas contas da Prefeitura de São Paulo e do Governo do Estado. Somando os gastos de ambos, os subsídios (diferença entre o arrecadado com as passagens e o que deve ser pago às empresas) para o ano que vem podem chegar à casa dos R$ 5 bilhões.

Gestão Haddad

O secretário municipal de Transportes da gestão Fernando Haddad, Jilmar Tatto, afirmou que a tendência é que o Bilhete Único Mensal acabe com o reajuste anunciado em conjunto pelo prefeito eleito João Doria e o governador Geraldo Alckmin. “Vai diminuir muito o número de usuários. A tendência é que acabe”, disse Jilmar Tatto, em entrevista ao jornal Folha de São Paulo.

Jilmar Tatto afirmou que o reajuste na integração com trilhos (passará de R$ 5,92 para R$ 6,80) afastará a população do metrô e dos trens. “As pessoas vão deixar de fazer a integração com trilhos, e passarão a usar outros ônibus ou andar mais a pé para completar o trajeto”. Na avaliação de técnicos da Prefeitura de São Paulo, isso pode acarretar em aumento de viagens e, consequentemente, subsídios ao sistema de ônibus.

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