Mortes no trânsito diminuem 3 vezes mais na capital paulista

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Foto: Sulamérica Trânsito

As mortes por acidente de trânsito caem na cidade de São Paulo em um porcentual três vezes maior do que no Estado, segundo dados do Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito do Estado de São Paulo. Na capital, a queda é de 16,7%, de 775 para 645 ocorrências, de janeiro a agosto deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado. No Estado, levando em consideração os 645 municípios paulistas, a diminuição é de 5,5%, de 4.093 para 3.867 mortes.

“A velocidade é o primeiro fator de letalidade dos acidentes. A energia cinética de um carro em alta velocidade é muito maior”, diz o presidente da Associação Brasileira de Medicina de Trânsito, Dirceu Rodrigues Alves Júnior. “Se o carro está a 32 km/h, o acidente é capaz de produzir o óbito em 5% dos casos. Se está a 45 km/h, já sobe para 48%. E se o veículo está a 64 km/h, vai produzir óbito em 85% dos casos”, continua Dirceu Rodrigues Alves Júnior. “A redução de velocidades está acontecendo no mundo todo.”

A faixa etária com mais casos é entre 18 e 29 anos, que concentrou 28 registros. Uma das vítimas tinha menos de 17 anos e cinco outras, 80 anos ou mais.

Ranking de registros fatais

Os dados do (Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito do Estado de São Paulo) mostram que a maior parte das mortes na cidade de São Paulo no mês de agosto aconteceu nos extremos da cidade. A zona sul, com 35 ocorrências, lidera a relação. Na sequência, vêm a zona leste, com 26 mortes, e a zona norte, com 19. Já o centro registrou 4 casos, dois a menos do que a zona oeste, com 6 – um deles ocorrido dentro da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo.

Em comum, as vias que registraram mais de uma morte, como a Avenida Marechal Tito (zona leste) e a Estrada do M’Boi Mirim (zona sul), têm o fato de serem tanto artérias locais, de conexão entre os bairros e as marginais, como vias de intenso comércio local e concentrarem grande fluxo de pedestres durante o dia.

Mas as vias que mais registraram casos são as expressas. A líder em registros de mortes no mês passado foi a Rodovia Fernão Dias, que liga São Paulo a Belo Horizonte, no trecho dentro do município de São Paulo. Foram quatro casos. As Rodovias Imigrantes e Ayrton Senna tiveram dois cada. Ao todo, das 103 mortes registradas no mês de agosto, 9 aconteceram no trecho paulistano de rodovias.

A Marginal Tietê, via com maior fluxo de veículos, teve três casos. A Marginal Pinheiros, ou Avenida das Nações Unidas, registrou uma morte.

* As informações são do jornal O Estado de São Paulo

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