Expresso Guarará mantém operação de suas linhas até o dia 7 de outubro em Santo André

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Foto: Sandro Alves/Ônibus Brasil

A Expresso Guarará aceitou ontem o pedido feito pela Prefeitura de Santo André e prorrogou para o dia 7 de outubro o encerramento de suas atividades, previsto antes para ocorrer na sexta-feira. Com a decisão, a administração municipal inicia hoje o processo para contratação emergencial de nova empresa que irá assumir a operação das 15 linhas de ônibus que circulam na região da Vila Luzita. A substituição do serviço, que chegou a ser questionada na Justiça, deve ocorrer ainda em período eleitoral, caso o pleito andreense tenha segundo turno, marcado para o dia 30.

De acordo com o Paço, a concorrência emergencial será aberta para todas as empresas de ônibus que operam no Grande ABC. A expectativa é a de que os convites do certame sejam despachados ainda hoje pela SATrans, autarquia que gerencia o transporte de Santo André. O cronograma prevê que o órgão receba até segunda-feira “as propostas para análise, para que uma nova empresa comece atuar no dia 8 de outubro”.

Após 16 anos de concessão, o encerramento das atividades da Expresso Guarará surpreendeu trabalhadores e usuários do sistema. Sem qualquer aviso prévio, diretores da empresa informaram que iriam entregar a operação de suas 15 linhas, responsáveis por atender 50 mil passageiros por dia, em virtude de problemas financeiros.

Desde a morte do fundador da companhia, o empresário Sebastião Passarelli, em 2014, a viação tem encontrado dificuldades para manter suas atividades. No ano passado, a Expresso Guarará chegou a ser multada pela Prefeitura de Santo André em R$ 17,8 mil pelo descumprimento de oferta de ônibus durante o período em que 14 coletivos foram apreendidos por falta de pagamento, em outubro de 2015.

Os funcionários da empresa, que até ontem não tinham sido comunicados oficialmente sobre como seria feito o processo de substituição das linhas, declararam temer a mudança na operação do serviço. Um trabalhador que atua na empresa há cinco anos diz estar com medo das mudanças.

Segundo o Sintetra (Sindicato dos Rodoviários do ABC), representantes da categoria estão em contato direto com a empresa para garantir os direitos dos funcionários. “Vamos fazer vigília na garagem para que os trabalhadores não sejam prejudicados e que nenhuma mudança ocorra sem nosso conhecimento”, afirma o diretor do sindicato Ailton Gonçalves.

A administração municipal destacou que “a população não será prejudicada durante este processo e, concomitante, a Prefeitura mantém diálogo aberto com o sindicato da categoria e a empresa, para o cumprimento dos direitos trabalhistas dos funcionários”.

EMTU anuncia substituição da Viação São José a partir de sábado

A EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos) anunciou ontem que a partir de sábado adotará uma operação emergencial para atender aos 9.000 usuários que utilizam diariamente três linhas metropolitanas entre Santo André e São Caetano (043, 043BI e 194), que atualmente são de responsabilidade da Viação São José. A empresa, que é gerenciada pelos mesmos diretores da Expresso Guarará, também irá encerrar suas atividades.

Diferentemente da conduta omissa que a Prefeitura de Santo André adotou no processo de substituição dos serviços operados pela Expresso Guarará, a EMTU informou ontem, que já possui plano para manter a operação das linhas da Viação São José. Os coletivos serão operados “por empresas permissionárias que já atendem ao transporte intermunicipal da região”.

A Trans Bus, que opera linhas de São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul, será a responsável pelo serviço. Ontem, antes de a EMTU anunciar a mudança, funcionários da Viação São José realizaram protesto pedindo transparência na substituição.

* As informações são do jornal Diário do Grande ABC

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