20 curiosidades sobre o Metrô de São Paulo

Em comemoração aos 40 anos do Metrô, o Mobilidade Sampa preparou uma lista de 20 pontos curiosos sobre os trilhos de São Paulo

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Metrô Jabaquara Linha 1-Azul

O Metrô de São Paulo completa 42 anos de operação comercial nesta quarta-feira (14). Confira 20 curiosidades:

1. Antes de inaugurar. A primeira vez que um trem trafegou pelo subterrâneo paulistano foi dois anos antes, em 6 de setembro de 1972. Era um teste. A máquina havia chegado a São Paulo poucos dias antes, em 20 de agosto. Coube a Antonio Aparecido Lazarini, então com 20 anos e um dos primeiros funcionários da companhia, a honra de ser o operador do pequeno trajeto de 400 metros, do pátio até a Estação Jabaquara – cerca de 2 minutos. No veículo, aproximadamente 10 passageiros, entre chefes e funcionários.

2. Design de ponta. Os arquitetos e professores da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP) João Carlos Cauduro e Ludovico Martino fundaram, em 1964, o escritório Cauduro Martino. Em 1967, a empresa desenvolveu o projeto que norteou a identidade visual do Metrô, da marca até as sinalizações das estações.

3. Primeirona. A primeira estação a ser construída foi a Jabaquara, da Linha 1-Azul, cuja inauguração ocorreu há 42 anos. Ela é o marco zero do metrô paulistano.

4. Última. Já a mais recente é a Fradique Coutinho, da Linha 4-Amarela. Foi inaugurada em 15 de novembro de 2014.

5. Muita gente. A estação mais movimentada é a Barra Funda, da Linha 3-Vermelha, na zona oeste. Recebe, diariamente, 204 mil pessoas, considerando apenas dias úteis (dados de 2015).

6. Pouca gente. Por outro lado, sossego tem quem usa a Estação Chácara Klabin, da Linha 2-Verde. Por ali circulam 7 mil pessoas por dia, considerando apenas dias úteis (dados de 2015).

7. Integração. Foi só a partir de 27 de maio de 2000 que o passageiro que precisa usar trens do Metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) passou a ter gratuidade de um sistema para outro, nas estações em que eles se encontram. Atualmente, são oito estações que têm intersecções: Luz (Linha 1-Azul), Tamanduateí (Linha 2-Verde), Pinheiros (Linha 4-Amarela), Santo Amaro (Linha 5-Lilás) e Corinthians-Itaquera, Tatuapé, Brás e Palmeiras-Barra Funda (Linha 3-Vermelha).

8. Pequeníssimo. Quando começou a operar, o Metrô circulava apenas por 6,4 km, entre as Estações Jabaquara e Vila Mariana. No início, o transporte era oferecido somente de segunda a sexta, das 9h às 13h.

9. Para poucos. Em 1974, a companhia registrou média diária de apenas 2.858 passageiros.

10. Preço da passagem. Em 1974, o bilhete do Metrô custava Cr$ 1,50.

11. Frota. Em 1974, o Metrô tinha 25 trens.

12. Equipe inicial. Quando iniciou as operações, o Metrô tinha 3 mil funcionários administrativos e 7 mil operários.

13. Uniformes. Estilosos, os primeiros uniformes do Metrô traziam a composição vinho e bege, seguindo a moda dos anos 1970. A calça vinho tinha “boca larga”. A camisa, bege, era bem justa e tinha os colarinhos longos. Foi o uniforme oficial da companhia de 1974 a 1989.

14. Na mão. Poucos passageiros, poucas estações, apenas uma linha. Assim era o trabalho do controlador de Metrô em 1974. A operação era manual. Os profissionais usavam uma lousa de metal com o sistema dos trens e imãs, representando os veículos, para controlar todo o movimento da linha.

15. Na madrugada. É depois da meia-noite que o trabalho de conservação e manutenção do Metrô é realizado. Nas pouco mais de 4 horas em que o Metrô fica sem operar, trens, equipamentos e instalações do sistema são inspecionados preventivamente por uma equipe de funcionários. “Caso seja detectada alguma peça com desgaste ou fora dos padrões de segurança, o Metrô realiza a substituição”, informa a companhia.

16. Equipamentos. A operação é dividida em duas categorias: material rodante (trens) e equipamentos fixos (túneis e vias). Pontos estratégicos das linhas contam com bases de manutenção. Isso facilita o deslocamento das equipes para os chamados “equipamentos fixos”. Os trens são deslocados para pátios de manutenção, que têm estruturas específicas para serem analisados, como valas, pontes rolantes e linhas de teste.

17. Pátios de manutenção. São três: Jabaquara, Itaquera e Capão Redondo. Eles abrigam a administração geral da manutenção e neles se desenvolvem atividades como manutenção preventiva e corretiva dos trens; reparo de equipamentos em oficinas mecânicas, elétricas e eletrônicas; recebimento, inspeção e armazenagem de materiais em almoxarifados.

18. Achados e perdidos. Os registros mais antigos do serviço datam de 1985.

19. Mulheres na condução. Em novembro de 1986, 12 anos após entrar em operação, o Metrô contratou as primeiras mulheres condutoras de trens. Foram admitidas três pioneiras: Maria Elisabete Torres Oliveira, Tanara Régia Ávila Faria e Marilu dos Santos Braga. Dez anos mais tarde, já eram 60 as operadoras.

20. O gigante tatu. O primeiro shield, conhecido como tatuzão, foi usado em São Paulo na construção da Linha 1-Azul, em 1972. Mas tinha características diferentes das atuais. Equipamentos do tipo foram usados na construção e extensão da Linha 2-Verde, da Linha 4-Amarela e, agora, nas obras das Linhas 5-Lilás.

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