Simulado de resposta à catástrofe acontece na Linha 4-Amarela

Evento, que reunirá mais de 300 profissionais de entidades municipais e estaduais, integra simpósio internacional sobre gerenciamento da resposta em catástrofes, organizado pelo Einstein

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Estação Butantã da Linha 4-Amarela (Foto: Eduardo Silva)

No dia 7 de maio, sábado, entre 9h30 às 11h30, a Estação Butantã da Linha 4-Amarela servirá de cenário para um exercício que simula um atentado à bomba. Organizado pelo Hospital Israelita Albert Einstein, em parceria com a ViaQuatro, concessionária que opera a Linha 4 e outras 19 entidades municipais e estaduais, o simulado pretende testar o tempo de resposta dos serviços de emergência da cidade, a articulação e a integração entre os órgãos envolvidos.

O exercício, que será um dos maiores já realizados na capital paulista e o primeiro em uma estação de metrô durante a operação comercial, contará com mais de 300 profissionais, incluindo os voluntários que vão passar por vítimas. Além das equipes especializadas, entre médicos, enfermeiros, bombeiros, policiais, as entidades vão colocar à disposição recursos, como ambulâncias, unidades móveis de atendimento dos Bombeiros e Defesa Civil. Ainda está prevista a colaboração do helicóptero Águia da Polícia Militar.

No dia da atividade, a Linha 4-Amarela vai operar normalmente, sem qualquer prejuízo à circulação dos trens. Na Estação Butantã, palco do exercício, dois dos cinco acessos à estação ficarão fechados (Vital Brasil e Pirajussara).

O simulado, realizado pelo segundo ano, integra o Simpósio Internacional de Gerenciamento de Resposta à Catástrofe do Hospital Albert Einstein, onde são abordados aspectos ligados à prevenção e à gestão da resposta, cuidados com a população, Sistema de Comando em Emergências (SICOE) e ajuda humanitária em situações de crise. Especialistas de outros países participam trazendo suas experiências, em acontecimentos recentes, como os atentados na França e Bélgica e os terremotos no Equador e Japão. O Uma grande aula prática encerrará o evento

Em uma situação real de catástrofe, a organização da cidade com suas forças públicas e privadas é fundamental para o socorro imediato, para a minimização de perdas, para o fluxo de informações e garantia de restabelecimento da ordem.

Entidades envolvidas

O treinamento possibilitará que as diversas entidades (“entidades” aparece excessivamente) que podem ser acionadas em uma situação real de emergência, testem seus tempos de resposta e treinem seus colaboradores, como a ADRA – Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais, BEM Emergências Médicas, Grupo CCR, CET, Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo, Cruz Vermelha Brasileira Filial São Paulo, Defesa Civil Municipal, SPTrans, União dos Escoteiros do Brasil, Guarda Civil Metropolitana – Canil, Polícia Militar (Batalhão de Trânsito/23º Batalhão da Polícia Militar-M/Patrulhamento da Cidade Universitária/GRPAe [Águia]), Polícia Civil (DECADE/DELPOM Delegacia de Polícia do Metropolitano/GER Antibombas/GOE/DIPOM/DIPOL, SAMU, EMTU, GO! Emergências Médicas, GRAU Grupo de Resgate e Atenção a Urgências, Hospital das Clínicas da FMUSP, JP Salva e Hospital Universitário da USP.

A GO! Emergências, colocará à disposição duas ambulâncias UTI, médicos, enfermeiros e socorristas.

A Defesa Civil Municipal vai dispor de uma BAM (Base Móvel) e uma tenda, que funcionarão como central operacional e serão montadas no cruzamento das ruas Pirajussara, MMDC e Dráuzio. A tenda também funcionará como almoxarifado central para atender a equipe da Defesa Civil com: água, alimentos, rádios, cavaletes, fitas, uniformes e EPIs.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU – São Paulo) ficará responsável pela montagem e coordenação do Posto Médico Avançado (PMA) e levará quatro ambulâncias, entre elas, a Múltiplas Vítimas. A unidade – com tração 4X4 para ambientes de difícil acesso – está preparada e equipada com materiais para o atendimento de até 50 pessoas em situações de grandes ocorrências, como catástrofes e atentados, por exemplo. Este tipo de ambulância não faz remoção de pacientes, mas serve como posto médico e central de comando de regulação.

A Cruz Vermelha Brasileira de São Paulo terá a responsabilidade de informar as pessoas que estiverem circulando na região. O objetivo é explicar que se trata de um simulado para evitar pânico e, consequentemente, acidentes. Além disso, equipes de socorristas da entidade também participarão do processo de triagem de vítimas na zona fora de perigo. Eles deverão checar os sinais vitais das pessoas e encaminhá-las ou não para atendimento em pronto socorro.

Quase 100 vítimas simuladas serão removidas para o Einstein, Hospital das Clínicas e Hospital Universitário, que também vão treinar suas equipes de pronto-atendimento e trauma ao acionar seus planos de catástrofe hospitalar.

As remoções serão feitas pelas várias ambulâncias cedidas e pelo helicóptero Águia.

O Simulado

O treinamento, desenhado por um comitê formado por representantes dos órgãos, terá formato de um atentado terrorista com a explosão de uma bomba em um dos carros de um trem da Linha 4-Amarela.

A atividade acontece em três etapas distintas. Na primeira, por volta das 7h30, haverá o acionamento das equipes de emergência, que devem se deslocar para a região da Estação Butantã. Nessa etapa, serão avaliados o tempo gasto no percurso, organização das equipes e posicionamento das Forças Públicas e Privadas.

A partir das 9h30, ocorre a detonação da bomba e tem início as atividades de cada uma das entidades dentro do exercício, com acionamento das forças públicas (que já estarão no local), varredura, avaliação de estrutura, resgate de vítimas, montagem de posto médico, triagem de vítimas, comunicação e encaminhamento das vítimas conforme gravidade.

As vítimas são triadas conforme a classificação internacional de gravidade nas áreas verde (vítimas conscientes e que se locomovem sozinhas), amarela (vítimas machucadas, com ou sem consciência e condições de locomoção própria, mas sem risco de morte) e vermelha (vítimas graves).

Serviço

A realização da atividade com a participação de viaturas e ambulâncias provocará alterações no trânsito da região no sábado, dia 07.

Das 7h30 às 12h30, a Rua Pirajussara estará bloqueada para a realização do exercício entre a Avenida Vital Brasil e a Rua MMDC. Também estarão interditadas a faixa direita da Rua Camargo, em direção à Marginal do Rio Pinheiros e uma faixa da pista direita da Avenida Vital Brasil em direção à Avenida Francisco Morato. A Rua MMDC terá tráfego normal, sendo interrompido apenas nos momentos de deslocamento das ambulâncias.

Ao longo das vias interditadas haverá pontos de informação com agentes de trânsito, da Polícia Militar para orientar e voluntários para orientar motoristas e pedestres.

Os usuários da Linha 4-Amarela podem obter informações sobre a operação o dia do evento pela Central de atendimento da ViaQuatro 0800-770-7100.

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