Sem quórum, Câmara Municipal de São Paulo não vota projeto de aplicativos de transporte

A Câmara Municipal de São Paulo não conseguiu votar nesta quarta-feira, dia 4 de maio, o projeto de lei que trata da regulamentação de aplicativos de transporte compartilhado, como o Uber, na cidade de São Paulo. Essa é a segunda tentativa frustrada de votação do projeto.

As cinco sessões extraordinárias marcadas para esta quarta foram encerradas por falta de quórum.

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  • Embora houvesse sempre mais de 40 vereadores em plenário, mais do que o suficiente para abrir as sessões, sempre que instados a dar presença para prosseguir com a sessão eles se negavam a votar e forçavam o encerramento.

    O presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Antônio Donato, diz que esse é instrumento legítimo de obstrução praticado em quase todos os parlamentos do mundo. Segundo o vereador, é necessário construir um novo projeto.

    A razão principal, segundo Antônio Donato, é que os taxistas, que antes se negavam a negociar, agora mudaram de posição e estão dispostos a discutir a regulamentação dos aplicativos. “Muita gente é da base do prefeito, é fiel ao prefeito, mas acredita que é necessário mais um tempo de debate para envolver principalmente o conjunto dos taxistas na regulação. Não considero que foi uma derrota dele”, afirmou.

    Tecnicamente, Antônio Donato ainda tem a opção de convocar novas sessões extraordinárias para colocar esse projeto novamente em pauta, mas ele acha que, politicamente, essa opção não é viável.

    O ideal, segundo Antônio Donato, é que se possa ter um sistema que possa contemplar os taxistas e também contemplar um sistema compartilhado a partir dos aplicativos, mas bem regulado.

    Também tecnicamente é possível que o prefeito Fernando Haddad baixe um decreto para regulamentar a questão dos aplicativos. O presidente da Câmara Municipal de São Paulo, no entanto, acredita que essa opção produziria uma legislação mais frágil do que o projeto votado na Casa.

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