Alagamentos ocorrem porque rios Tietê e Pinheiros não são limpos, diz Fernando Haddad

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Fernando Haddad em evento com crianças para inauguração de piscina no Pacaembu (Foto: Tahiane Stochero/G1)

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou nesta sexta-feira (11) que muitos alagamentos, em especial os ocorridos nas últimas horas nas marginais Tietê e Pinheiros, devem-se ao assoreamento dos rios.

A limpeza dos rios é de responsabilidade do governo de São Paulo, que há anos realiza projetos de despoluição dos rios.

Em nota, o Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), do governo do estado, afirma que o órgão realiza desde 2011 um trabalho contínuo de desassoreamento do rio Tietê, e que até fevereiro foram retirados 10,5 milhão de metros cúbicos de detritos em 66 km do Tietê e seus afluentes.

Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências, órgão da Prefeitura de São Paulo, as marginais tiveram dez pontos de alagamento na madrugada desta sexta-feira, cinco na Tietê e cinco na Pinheiros.

Fernando Haddad participou da inauguração de uma nova piscina no Estádio do Pacaembu, onde conversou com crianças e alunos da rede pública municipal que faziam atividades de educação física. Ele afirmou que sem a limpeza dos rios, os córregos não conseguem ter vazão, por “mais limpos que estejam”, diz.

“Tivemos uma chuva muito forte, com fatalidades na Grande São Paulo, estamos com a Defesa Civil avaliando a situação, sobretudo dos rios Pinheiros e Tietê, que foram os mais afetados. Estamos muito preocupados com o assoreamento do rio Tietê”, disse. O prefeito afirmou que bancos de areia foram se formando ao longo dos anos e que é necessário fazer limpezas.

O prefeito afirmou ainda que a Prefeitura de São Paulo conversa com o DAEE, do governo do estado, para que a limpeza seja realizada.

Veja a íntegra da nota do DAEE:

“As explicações do Prefeito Fernando Haddad para os alagamentos registrados em toda Região Metropolitana estão contaminadas por informações que não correspondem à verdade”.

“O DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica) realiza em São Paulo, desde 2011 um trabalho contínuo de desassoreamento do rio Tietê em três frentes: Lote 1, compreendido entre a Barragem Edgard de Souza a Barragem Móvel no Complexo Cebolão; Lote 2, da Barragem Móvel no Complexo Cebolão a Barragem da Penha e; Lote 3, da Barragem da Penha até a Foz do Córrego Três Pontes (divisa São Paulo – Itaquaquecetuba).”

“No total já foram retirados 10.590.202 m³ de detritos (de 2011 até fev de 2016) em 66 quilômetros do Tietê e de seus afluentes, o que vem garantindo a “batimetria original” do rio.”

“O desassoreamento tem por objetivo remover o acúmulo de sedimentos no canal decorrentes de processos erosivos a montante e manter a capacidade de vazão, minimizando assim os riscos de enchentes.”

Fonte: G1 São Paulo

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