Siniav segue a passos lentos e sem prazo definido

Com o sistema, chips serão instalados nos carros e será possível identificar quando eles entram ou saem de uma rodovia

381
Rodoanel Oeste
Foto: Reprodução/CCR

A implantação dos sistemas de pagamento de pedágio por trecho percorrido no Brasil ainda segue a passos lentos e sem prazo definido. Atualmente, somente 88 mil motoristas se beneficiam do modelo de cobrança, considerado mais justo.

O Ponto a Ponto funciona, atualmente, em quatro rodovias do interior paulista e não tem um cronograma de expansão definido. Nas federais, o pedágio proporcional depende da implantação de uma tecnologia mais abrangente, o Siniav (Sistema Nacional de Identificação Automática de Veículos), que vem sendo discutido há anos.

O Siniav pode ser resumido em duas palavras: emplacamento eletrônico.

Com ele, chips serão instalados nos carros e será possível identificar quando eles entram ou saem de uma rodovia, conforme explica o coordenador de informatização do Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), Antoniony Lopes Alves da Silva.

“O intuito do sistema é ter um emplacamento eletrônico de um veículo e, desta forma, você ter a identificação eletrônica dele. Vai auxiliar, principalmente, na questão da fiscalização. Podemos imaginar um veículo roubado ou furtado que, para a polícia, será muito mais fácil localizar”, explicou o coordenador.

Mas para chegar nesta etapa, vai demorar. O Denatran concluiu a fase de desenvolvimento da tecnologia que será usada no emplacamento eletrônico e está credenciando empresas para prestação do serviço.

Em 1º de janeiro, teve início o prazo para que o departamento começasse a definir um cronograma com os Detrans de cada estado que irão instalar os chips.

Segundo Antoniony Lopes, ainda não é possível dizer quando todos os veículos estarão circulando com as tags. “Não quer dizer que, no dia 1º de janeiro, toda a frota deveria estar dentro do Siniav. A data inicia o processo de elaboração dos cronogramas dos Detrans. Nós temos 27 estados com diferenças gritantes de cada região e realidade. Então, não deveríamos e nem poderíamos tratar um Siniav com uma data assim”, disse.

Na etapa seguinte, as concessionárias que já administram estradas, ou que vencerem licitações, poderão instalar pórticos com antenas para registrar o trecho percorrido.

* As informações são da Rádio Bandeirantes

Deixe seu comentário