Curitiba e Região Metropolitana terão greve parcial de ônibus nesta terça-feira

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Curitiba e Região Metropolitana
Foto: Daniel Castellano/Gazeta do Povo

Curitiba e as cidades da Região Metropolitana terão greve parcial de ônibus a partir da meia-noite desta terça-feira, dia 1º de dezembro. As atividades serão paralisadas nas empresas que não pagaram a primeira parcela do 13º salário no prazo, que venceu nesta segunda-feira, dia 30 de novembro.

São quatro empresas que operam em Curitiba e três empresas da Região Metropolitana. A informação foi divulgada pelo sindicato que representa os motoristas e cobradores às 20h55 e confirmada pela URBS (Urbanização de Curitiba) e Setransp (Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana) por volta de 22h. Todos estavam reunidos em um encontro na sede do Ministério Público do Trabalho.

Em Curitiba, o pagamento deixou ser feito pelo Consórcio Pioneiro, formado pelas empresas Cidade Sorriso, Tamandaré Filial e São José dos Pinhais Filial – as três não fizeram o acerto. A empresa CDD pagou, mas também pararia por fazer parte do mesmo consórcio.

A previsão do sindicato é de que a frota funcione com 50% do efetivo nessas quatro empresas. Os outros dois consórcios que operam na capital paranaense realizaram o pagamento da primeira parcela do 13º salário nesta segunda-feira.

Entre as linhas que podem ser afetadas na capital estão a Santa Cândida – Capão Raso, Pinhais – Rui Barbosa, Boqueirão, Circular Sul, Pinheirinho – Carlos Gomes e o ligeirão Boqueirão. Outros consórcios que não irão parar operam essas linhas, por isso elas não devem deixar de circular por completo, mas podem ocorrer atrasos.

Confira abaixo outras linhas que poderão sofrer atrasos na manhã de terça-feira:

  • Biarticulado Pinheirinho – Rui Barbosa
  • Biarticulado Cabral – Portão
  • Biarticulado Centenário – Campo Comprido
  • Ligeirinho Inter 2
  • Ligeirinho Boqueirão – Centro Cívico
  • Circular Centro
  • Interbairros 2, 3 e 4
  • Alguns alimentadores da região do Boqueirão
  • Alguns alimentadores da Vila Oficinas

A diretoria de transportes da Urbanização de Curitiba vai trabalhar para garantir veículos em todas as linhas afetadas. No caso dos expressos, ligeirinhos e interbairros, a frota deve ser garantida por empresa que não estão em greve, e que já atuam normalmente nestas linhas.

Além disso, a Urbanização de Curitiba deve remanejar carros para as linhas convencionais e alimentadores operados exclusivamente pelas quatro empresas afetadas. Além disso, o município conta que 50% da frota deve estar na rua.

Na Região Metropolitana, as empresas que não quitaram o salário extra foram Campo Largo, Tamandaré Matriz e Araucária.

O Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana informou que a greve parcial será encerrada aos poucos – os funcionários de cada uma das empresas voltarão ao trabalho quando o 13º salário cair na conta.

Se for necessário, a Urbanização de Curitiba vai cadastrar carros particulares nesta terça-feira e eles poderão cobrar uma tarifa fixa – ainda não informada.

Adiantamento

A Urbanização de Curitiba fez um adiantamento às empresas de ônibus de Curitiba nesta segunda-feira, dia 30 de novembro, para que elas conseguissem pagar o 13º salário dos motoristas e cobradores de Curitiba. A medida era uma tentativa de evitar a greve no transporte coletivo da capital paranaense e Região Metropolitana.

De acordo com a Prefeitura de Curitiba, foi feito um adiantamento do repasse que seria feito às empresas em um prazo de 48 horas. Foram dois depósitos na segunda-feira, um de R$ 2,5 milhões e outro depósito de R$ 1,6 milhão. Outros R$ 900 mil devem ser depositados até o meio-dia desta terça-feira, dia 1º de dezembro.

O Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Setransp) informou, por volta das 19h50, que fez o pagamento de 85% do 13º salário com recursos próprios das viações e que o rapasse da Urbanização de Curitiba foi feito após o expediente bancários, “o que impossibilitou o pagamento a todos os trabalhadores nesta segunda-feira, dia 30 de novembro”, diz a nota da entidade que representa as empresas de ônibus.

Próximos passos

Nova reunião deve dar continuidade às negociações entre empresas, trabalhadores e poder público na manhã desta terça-feira, dia 1º de dezembro. Uma das preocupações é com o pagamento do salário de novembro, previsto para a próxima sexta-feira, dia 4 de dezembro.

Além disso, a negociação do acordo coletivo, inicialmente marcada para fevereiro, deve ser adiantada. A proposta conta com o apoio das três partes, segundo o presidente da Urbanização de Curitiba, Roberto Gregorio da Silva Júnior.

Já as cerca de duas mil demissões anunciadas na última quarta-feira, dia 25 de dezembro, foram descartadas “quase 100%” pelo presidente do Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana, Maurício Gulin. “Nunca foi intenção do Setransp fazer esta demissão em massa, por isso que nós chamamos o Ministério Público do Trabalho para intervir”.

Empresas que operam o transporte público

Entenda a divisão dos consórcios por lotes em Curitiba:

Fonte: Urbanização de Curitiba

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