Mulheres protestam contra abuso sexual no metrô em SP

Manifestantes pedem mais seguranças mulheres no Metrô e uma delegacia especializada em uma das estações na região central

247
Coletivo de mulheres Frente Contra o Assédio faz manifestação na estação Barra Funda do Metrô, na zona oeste da capital. Foto: O Estado de São Paulo

Um grupo de mulheres realizou um protesto contra o abuso sexual no Metrô, na capital paulista, no início da noite desta segunda-feira, 5. Por volta das 18h, cerca de 250 mulheres, segundo as organizadoras do evento, se reuniram na Estação Barra Funda, da linha 3-Vermelha, com faixas, cartazes e alto-falantes contra os assédios.

As manifestantes cobraram a responsabilidade do Metrô pela segurança das passageiras e questionaram a companhia sobre as medidas preventivas e cuidados que está tomando. Elas também pediram mais seguranças mulheres treinadas para lidar com casos de violência e a instalação de uma delegacia especializada da mulher em uma estação do Metrô na região central.

O jornal O Estado de São Paulo mostrou que, a cada dois dias, uma mulher registra um boletim de ocorrência por assédio no Metrô e na CPTM. Dois em cada três casos (69%) aconteceram nos horários de pico. Apesar do aumento de 53% dos casos, em relação ao mesmo período do ano passado, os números podem até ser menores que a realidade, pois muitas não denunciam o assédio.

Segundo o Metrô, dos 1.200 seguranças, 156 são mulheres, o que é “mais do que suficiente”, segundo a companhia, que assegura haver pelo menos uma mulher em cada estação.

Em abril, o Metrô lançou a campanha “Você não está sozinha” para apoiar as mulher na luta contra o assédio. A CPTM também lançou uma campanha em setembro, que conta com a ajuda de 12 blogueiros para incentivar as denúncias.

Protesto

Essa é a segunda manifestação contra abuso sexual no Metrô organizada por coletivos feministas. Em 31 de agosto, o grupo se reuniu na Estação República, na Linha 3-Vermelha, onde uma funcionária foi estuprada, em abril deste ano.

* Com informações do jornal O Estado de São Paulo

Deixe seu comentário