Transporte acessível que funciona no Metrô de São Paulo

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Foto: Divulgação
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Segundo a diretora de atendimento do Metrô, Cecilia Guedes, em média são feitos de 1,8 mil a 2 mil atendimentos a PCDs (Pessoas com Deficiência) por dia. Deste número a maioria são deficientes visuais. Ao todo são 2 mil colaboradores e 350 jovens cidadãos espalhados pelas 61 estações administradas pelo Metrô. “O treinamento dos funcionários é importante para que haja, de fato, a cidadania”, ressaltou Guedes. Além do treinamento na admissão, a diretora contou que as instruções são recicladas todo o ano.

A comunicação entre os setores é fundamental para que o atendimento não tenha falhas. “O funcionário verifica na estação a presença de algum PCD e faz a abordagem. Ele embarca o passageiro no carro e liga para o centro de controle informando a estação em que atendido vai descer,” explicou. A partir dessa ação, o centro de controle informa a estação em que o usuário vai desembarcar e logo na plataforma um atendente aguarda o desembarque do passageiro. “Nem sempre o usuário permite o atendimento, mas é um direito dele.

A missão do Metrô é trazer a cidadania e a igualdade,” declarou Guedes. Mesmo quando o usuário não permite o atendimento, ele é monitorado pelas câmeras de segurança que somam 3 mil, entre trem e estação. Outro incentivo de cidadania são os grupos de PCDs que são recebidos periodicamente para visitas táteis e para proporem sugestões de melhorias. O arquiteto e radialista Renato Barbato, que faz inspeções de piso tátil, colaborou muito na modificação dos caminhos táteis na reforma das 21 estações que foi feita entre 2013 e 2014.

A linha Amarela

O Metrô News foi conhecer na prática como é feito o atendimento aos PCDs na linha 4 amarela. Segundo o diretor de atendimento Mauricio Dimitrov, são feitos 120 atendimentos por dia e que todas as estações são acessíveis, mas que uma das diferenças do Metrô – empresa que administra as linhas vermelha, verde, azul e lilás – é um dispositivo implantado na plataforma dos carros quatro e 21 do trem.

Esse apetrecho foi implantando em 2013, a partir da reclamação do usuário e engenheiro Ivan Baccaro. O simples fato de embarcar foi impedido devido um vão entre o trem e a plataforma que não permitia que a cadeira motorizada de Ivan ultrapassasse. “Na linha azul eu já havia tido o mesmo problema, e quando a estação amarela foi conclui achei tudo modernizado, mas o problema ainda estava lá,” contou.

A reclamação foi enviada para o fale conosco da linha amarela, que segundo o usuário logo se interessou. Demorou algum tempo até que Baccaro testasse um protótipo feito pela empresa que permitisse o embarque. “É uma sensação legal de ter participado dessa mudança, não só ajuda aos cadeirantes, mas também as pessoas idosas.” A história de Ivan foi abordada no projeto “Era uma vez” disponível no link www.viaquatro.com.br/eraumavez/

Além deste dispositivo o diretor contou em primeira mão sobre a nova tecnologia do centro de controle. “A informação sobre a chegada de uma pessoa com deficiência é informada por telefone, mas todo o resto é monitorado pelo computador, onde as cores diferenciam o carro onde há o usuário com deficiência, quando ele desembarca o carro volta com a cor normal e já sabemos que ele foi abordado por um funcionário na plataforma,” explicou.

O ator Gerson de Souza, que possui deficiência visual conta com entusiasmo sobre o atendimento. “Desde pequeno uso o metro, hoje uso todos os dias para ir trabalhar”. Ele também contou sobre a importância na comunicação com os funcionários, já que eles acabam fazendo parte do seu dia a dia criando um elo de amizade. Na opinião da cantora Lucimara Martins, devido à falta da visão ela se torna vulnerável e que o atendimento é importante para a segurança e o conforto. A estudante Vera Lúcia, reclamou que algumas vezes espera até 30 minutos pelo atendimento em algumas estações. Mas, que apesar disso o conforto e a atenção dos funcionários é sempre observada. A diretora de atendimento do Metrô Cecilia Guedes, explicou que devido ao fluxo de pessoas às vezes os usuários esperam um tempo maior para o atendimento.

* Com informações do Metrô News

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