Falta de dinheiro faz EMTU parar obras do Corredor Metropolitano Biléo Soares

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Foto: Valdir Moreira/Azul Celeste

A falta de recursos no Estado resultou na interrupção de obras do Corredor Metropolitano Biléo Soares (Noroeste). Em ao menos dois locais, o avanço dos trabalhos foi interrompido por um reajuste no orçamento para a obra, segundo o presidente da EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo), Joaquim Lopes. Nas avenidas Europa (Americana) e São Paulo (Santa Bárbara d’Oeste), a ordem é que a empreiteira execute apenas a manutenção do que já foi feito.

O Corredor Metropolitano foi anunciado em 2001 e teve prazos descumpridos. A nova promessa é de entrega em 2017. Lopes explicou que a crise econômica do País gerou impactos na arrecadação paulista e obrigou-o a “desacelerar” a execução de algumas obras, entre elas, alguns trechos do Corredor. O início das obras em Hortolândia também se tornou mais lento, disse, em função da falta de dinheiro.

“Estamos reduzindo alguns ritmos. A desaceleração econômica do País está impactando no orçamento que fizemos no começo das obras. Por enquanto, os contratos estão mantidos”, disse Lopes. Ainda não há previsão de atraso na entrega do Corredor completo e nem um número preciso do tamanho do corte no orçamento. Segundo Lopes há reengenharia nas contas da EMTU. Trabalhos no rodoterminal de Santa Bárbara e em outros trechos, disse, não estão sendo impactados. Em Nova Odessa a operação já está próxima de ser iniciada.

Comerciantes e moradores das regiões em que há obras, em Americana e Santa Bárbara d’Oeste, relataram prejuízos, transtornos e demora nas obras. Na Avenida Europa, desde março não são vistos operários. “Desde as chuvas mais fortes em março não há operários, só tem máquinas tirando terra”, disse o empresário Adolfo Reimberg, que mora e tem uma imobiliária na avenida.

Na Avenida Dr. Antônio Lobo e na 12 de novembro, no Centro de Americana cujo acesso de veículos está fechado desde o início do ano, há sete lojas ou salas comerciais de portas fechadas ou com placas de “aluga-se”. Os que continuam no local relatam prejuízos depois que a passagem de veículos foi desviada do local e depois do fechamento do antigo terminal municipal.

Segundo Lopes, a obra no local passou pela fase mais demorada, que era a construção da base do terminal. Agora serão instalados os arcos de sustentação, o que seria uma fase mais simples e rápida da obra. Quanto às avenidas Europa e São Paulo, o presidente da EMTU disse que vem notificando a responsável pela obra a seguir fazendo a manutenção dos trabalhos que já foram feitos.

Com 32,7 Km de extensão e 7 Km de faixas exclusivas para ônibus, o Corredor liga Campinas aos municípios de Hortolândia, Sumaré, Nova Odessa, Monte Mor e Americana.

* Com informações do portal Todo Dia

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