O Dia Nacional de Lutas, realizado ontem em todo o País, em protesto ao projeto de terceirização do trabalho e ao ajuste fiscal, contou com ato em Osasco. O movimento reuniu sindicatos de trabalhadores de diversas categorias e o Movimento dos Trabalhadores sem Teto.
Por volta das 7h, os sindicalistas saíram em marcha, do Rochdale, às margens da rodovia Castelo Branco, e seguiram pelas avenidas Maria Campos e dos Autonomistas e pela Rua Primitiva Vianco, chegando ao Largo de Osasco, onde realizaram um ato junto com o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto.
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Na sequência, foi a vez das famílias de sem-teto seguirem em marcha até a Superintendência Regional da Caixa Econômica Federal, na avenida dos Autonomistas, onde reivindicaram o lançamento da terceira fase do programa Minha Casa, Minha Vida.
De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e região, que coordenou o ato, cerca de mil pessoas participaram das passeatas, que reuniu também comerciários, gráficos e frentistas e outras categorias.
Durante o evento, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Jorge Nazareno, afirmou que a pressão dos trabalhadores vai continuar, já que, embora o projeto das terceirizações ainda precise da aprovação do Senado para entrar em vigor, os de ajuste fiscal, que incluem mudanças no seguro desemprego e na pensão por morte, dentre outros direitos, já foi aprovado no Senado e só depende da sanção da presidente Dilma Rousseff para entrar em vigor.
“Temos de ampliar as manifestações nacionalmente contra esses ataques aos direitos dos trabalhadores por um Congresso que retrocedeu, que tem pouca representação dos trabalhadores, que faz uma reforma política que piorou o quadro de representação da população”, completou.
Já os sem-teto, além do Minha Casa Minha Vida 3, cobram mais agilidade para concretizar dois projetos habitacionais na região. Um deles, em Osasco, para 120 famílias de um assentamento no Jardim Novo Osasco.
O segundo, em Carapicuíba, para cerca de mil famílias que ocupavam uma área na Chácara Palmeira. “Com esse ato, queremos que a presidente Dilma Rousseff volta a olhar para a questão da habitação”, afirma Jota Albuquerque, líder do movimento na região.
Manifestações semelhantes aconteceram em 24 Estados. Em São Paulo, o Movimento dos Trabalhadores sem Teto fechou a Avenida Paulista. Já na Universidade de São Paulo, manifestantes foram agredidos por policiais militares.