Motoristas de ônibus de São Paulo rejeitam segunda proposta de aumento

Motoristas e cobradores de ônibus da capital paulista rejeitaram na tarde desta quarta-feira (14/05), em assembleia, a segunda proposta de reajuste salarial apresentada pelo Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo (SPUrbanuss).

Segundo o sindicato, mais de mil trabalhadores participaram da assembleia realizada hoje, diante da sede, no bairro da Liberdade, região central da capital paulista.

  • Acompanhe o Mobilidade Sampa também nas redes sociais: estamos no X (antigo Twitter), Facebook, Instagram, Threads, Bluesky, YouTube e LinkedIn. Se preferir, participe dos nossos canais no WhatsApp e Telegram para receber atualizações em tempo real.
  • Tem um negócio? Anuncie aqui e alcance milhares de leitores! Saiba mais
  • A entidade patronal subiu o percentual de 7,21% para 8,5%, mas os trabalhadores mantiveram a proposta de reposição da inflação mais 7% aumento real. Na próxima segunda-feira (18), funcionários do setor de manutenção paralisarão as atividades a partir das 6h por pelo menos 7 horas, informou o sindicato da categoria.

    Valdevan Noventa, presidente do Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transportes Rodoviário Urbano de São Paulo, informou que todos os ônibus devem sair da garagem para circular, mas a falta de manutenção pode afetar a operação do dia.

    “Desde as primeiras horas que eles começam a transportar, sempre tem problema, defeitos e eles serão socorridos somente após a mobilização”, explicou. Segundo sindicalista, esses profissionais de manutenção atuam, normalmente, nas garagens, nas ruas e terminais, auxiliando carros com problemas técnicos.

    “A categoria está disposta a tudo. A greve não é interessante para ninguém. Nem para poder público nem para as empresas nem para os trabalhadores”, disse o presidente do sindicato dos motoristas, Valdevan Noventa.

    Além do reajuste salarial, o sindicato pede Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de R$ 2 mil, enquanto o sindicato patronal subiu a proposta de R$ 600 para R$ 900. Para o vale-alimentação, os trabalhadores querem que ele passe a ser de R$ 22, enquanto a SPUrbanuss propõe a ampliação do valor de R$ 17,69 para R$ 18,50. Uma nova assembleia está marcada para a próxima terça-feira (19).

    O piso dos motoristas na capital é de R$ 2.151, e dos cobradores de R$ 1.244. O último de reajuste dos trabalhadores ocorreu em maio do ano passado.

    Nesta semana, na terça-feira (12), motoristas e cobradores suspenderam por duas horas o funcionamento dos 32 terminais de ônibus do município. A estimativa do sindicato foi que 90% da categoria aderiu ao protesto. A entidade trabalhista, ligada à União Geral dos Trabalhadores (UGT), representa cerca de 40 mil motoristas e condutores que trabalham na capital.

    Confira também a nota emitida no site do Sindicato dos Motoristas.