Desfalque de ônibus e paralisação de Metrô prejudica a população do Grande Recife

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Grande Recife
Mesmo por volta das 18h, horário de maior movimento, os trens chegavam e saíam com poucos passageiros na Estação Central do Recife (Foto: Vitor Tavares/G1)

A população do Grande Recife sofreu com o desfalque de ônibus e paralisação do metrô nesta sexta-feira, dia 29 de maio. Diversas categorias sindicais, incluindo metroviários e rodoviários, aderiram ao Dia Nacional de Paralisação contra o Projeto de Lei 4.330. A proposta está em votação no Senado Federal e prevê a ampliação da terceirização.

Durante a manhã, apenas táxis e motos trafegavam em avenidas como a Conde da Boa Vista, no Centro, um dos principais corredores. Os terminais ficaram vazios e o metrô só funcionou em horários de pico, de 5h às 9h e das 16h às 20h.

De acordo com o Metrô do Recife (MetroRec), o sistema metroviário, transporta 400 mil passageiros diariamente. Durante os períodos de funcionamento, os trens foram operados por supervisores, uma vez que os metroviários estiveram em paralisação de 24 horas.

Alguns recifenses ofereceram carona para quem estava nas paradas. No entanto, veículos clandestinos, entre eles ônibus de turismo e mototáxis, se aproveitam da situação e “cobraram a passagem” em dinheiro.

À tarde, mais de 200 manifestantes de diversas centrais sindicais de Pernambuco realizaram uma passeata pelo Centro, saindo da Avenida Cruz Cabugá até o Palácio do Campo das Princesas.

A manifestação deixou o trânsito complicado em alguns pontos. E apenas alguns ônibus voltaram a circular na Região Metropolitana. Mas a Avenida Conde da Boa Vista foi uma das que permaneceram desertas na maior parte do tempo.

Além do desfalque no transporte público, a chuva que caiu a noite deixou várias vias alagadas. Sem transporte público, o número de carros nas ruas também aumentou, gerando mais congestionamentos.

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