Conheça as mães e os filhos que compartilham a dedicação à ferrovia

No Dia das Mães, uma homenagem especial da CPTM àquelas que, além de zelar pelo bem-estar físico e afetivo de seus filhos, transmitiram os valores essenciais ao cumprimento da prática profissional.

No Dia das Mães, nossa homenagem especial àquelas que, além de zelar pelo bem-estar físico e afetivo de seus filhos, transmitiram os valores essenciais ao cumprimento da prática profissional. Nas histórias relatadas abaixo, a origem do estímulo não é linear (ora mãe que trouxe o filho, ora filho que trouxe a mãe), mas os benefícios são reiteradamente lembrados: compartilhamento de experiências, estreitamento do vínculo familiar e ampliação do convívio social.

Os agentes operacionais Edilaine Nicola Pereira, que atua na Estação Pinheiros, e Munir Nicola Pereira, da Estação Santo Amaro, têm outros fatores em comum além do cargo ocupado na CPTM. A relação mãe e filho proporcionou benefícios usufruídos por ambos. Apesar da resistência em prestar concurso para vaga de jovem aprendiz, Munir decidiu seguir a trilha da mãe. “Minha mãe me incentivou a vir para a CPTM por oferecer um bom ambiente de trabalho, favorável para a conciliação com os momentos de lazer e de cuidados com a família”, conta o filho de Edilaine.

Entre tantos ensinamentos transmitidos na prática da Operação, Edilaine destaca a importância da correção no atendimento ao público. “Gosto de trabalhar com pessoas. O usuário quer atenção. Diante de uma ocorrência, o funcionário tem que dar satisfação para ele, mesmo não tendo completo conhecimento do fato. O usuário gosta de se sentir importante”, diz, engatando a valorização da paciência e da compreensão: “Quando alguém te tratar mal, considere que você desconhece as razões para este comportamento”, ensina.

Munir inspirou-se na habilidade interpessoal da mãe para adaptar-se às novas atividades. “Ele aprendeu a arte de trabalhar com o público. Recebo muitos elogios sobre a atuação dele, que desempenha a função melhor do que poderia supor. Além disso, fez muitas amizades”, conta a mãe coruja. Rigorosa, Edilaine não perdeu a oportunidade de cunhar, no ambiente profissional, os valores familiares: “Sempre falei para o Munir: verdade, honestidade e educação acima de tudo”.

Os resultados dessa sintonia são colhidos também na convivência fora do trabalho. “Hoje temos mais assuntos e interesses parecidos. Entendo tudo o que ele quer dizer. Quando conta, por exemplo, os procedimentos executados em acompanhamento de torcida, é como se eu estivesse lá, vendo tudo. Em momentos de crise, como as provocadas por greve de ônibus, alertei-lhe a chegar mais cedo na estação, pois é nessa ocasião que você revela seus valores”, observa Edilaine. Por sua vez, Munir ressalta o entrosamento no convívio social como outro benefício proporcionado pela aproximação profissional. “Conhecemos as mesmas pessoas. Apesar da diferença de turnos, trabalhamos na mesma linha”, diz.

Maria de Fátima Rodrigues de Souza Silva, agente de serviços operacionais da Estação Jaraguá, tem experiência semelhante para relatar. É mãe de Aline Rodrigues de Souza Silva que, além de ter o mesmo cargo da filha, – é ASO, na Estação Caieiras –, compartilha os benefícios na relação familiar. “Nossa aproximação ficou maior, pois além dos assuntos pessoais, temos os profissionais para trocar ideias”.

Para a filha Aline, o ganho é no campo da atuação profissional. “Como minha mãe trabalha na empresa há muito mais tempo, uma diferença de nove anos, ela já sabia a rotina, a forma de trabalhar e conhecia as pessoas, além de saber como superar as dificuldades”. Quando tem Operação Paese, por exemplo, mãe e filha atuam na mesma estação. “Trabalhando juntas, aumenta o nosso vínculo. Minha mãe é minha melhor amiga. Além disso, todos notam, com carinho, como somos parecidas fisicamente”, diz, orgulhosa, Aline.

A agente de serviços operacionais Márcia Chinchilio, da Estação Comandante Sampaio, é mãe de Luciene Costa Monteiro, maquinista nas linhas 8 e 9. Ambas acreditam que, apesar das escalas diferentes, a relação no trabalho intensificou o vínculo. “Embora em áreas separadas, ela na tração e eu na operação, alguns procedimentos são semelhantes, como os que se referem à segurança e bem-estar do usuário, com alguns ajustes na aplicação do regulamento. O meu pai, que é avô de Luciene, tem muito orgulho da nossa atuação conjunta. Virou para ele um status. Em reunião de família, nosso trabalho está sempre entre os assuntos”, revela Márcia.

O inverso – filho que encorajou a mãe ¬– também acontece. Margarete Aparecida de Camargo Neves, agente de serviços operacionais da Estação Comandante Sampaio, deixou-se conduzir pelos conselhos do filho Thiago da Silva, hoje maquinista nas linhas 11 e 12, após também ter atuado na mesma função exercida pela mãe. “Meu filho me entusiasmou. Como moramos na mesma casa, compartilhamos problemas. Atendimento ao público não é fácil. Ele me ajudou muito no início, quando entrei na empresa Por ele também ter sido agente operacional, entende o que quero dizer, falamos a mesma língua. É gostoso estar na mesma empresa”, conta.

Nas reuniões de família, o assunto trabalho é reforçado por mais um integrante: Daniel Calixto, maquinista da linha 12, sobrinho de Margarete. “Quando estamos juntos, o assunto é sempre a empresa, apesar de cada um trabalhar em linhas diferentes”.

As curiosidades na vida de Margarete não param por aí. Além de compartilhar o mesmo ambiente de trabalho com o filho e o sobrinho, Margarete começou a trabalhar no dia 11/11/2011, que, além da notória coincidência de números, é o dia do aniversário dela!

Parabéns a todas as mães da CPTM pela dedicação e sabedoria na transmissão dos valores como respeito, generosidade, prestação de serviço, solidariedade, responsabilidade e paciência.

Deixe um comentário