Governo de São Paulo vai abrir nova licitação para obras de duas estações da Linha 4-Amarela

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Foto: Reprodução

Quatro estações estão atrasadas: consórcio atual diz que fará duas delas.
Primeira fase da linha começou em 2006; fase atual teve início em 2012.

O governo do estado de São Paulo vai abrir em junho uma nova licitação para concluir as obras das estações Morumbi e Vila Sônia, da Linha 4-Amarela do Metrô. A decisão foi tomada após o consórcio espanhol Isolux Córsan-Corviam parar as obras na Linha 4. O acordo foi costurado com o Banco Mundial, que é o financiador da obra.

O valor a ser investido nas duas estações é de aproximadamente R$ 500 milhões. A obra deve começar no início de 2016. A Estação Morumbi deve ser entregue no final de 2017, e a Vila Sônia, em 2018.

O primeiro lote, que tem 60% das obras concluídas e compreende as estações Higienópolis-Mackenzie, Oscar Freire e o pátio da Vila Sônia, será terminado pelo próprio consórcio espanhol.

Segundo informou o SPTV, o consórcio se comprometeu a retomar as obras em um mês e entregar as estações no primeiro semestre de 2016. O governo do estado disse que não será feito pagamento extra e que a responsável terá que concluir as obras com os valores que foram acertados no contrato original.

Promessa desde 2006

O contrato para início da primeira fase das obras da Linha 4 foi assinado em novembro de 2006. As primeiras estações inauguradas foram Paulista e Faria Lima, em maio de 2010.

A segunda fase de obras teve licitação fechada em 2012 por R$ 1,8 bilhão. Mas, dentro desta etapa, apenas a estação Fradique Coutinho foi aberta, novembro de 2014.

Atualmente, com obras paradas, na área da estação Oscar Freire, a madeira que seria usada para erguer as estruturas está apodrecendo. Pedaços de ferro enferrujam, e funcionários dizem que há cinco meses não têm o que fazer.

Na área da futura Estação Morumbi, as detonações mal começaram e já pararam. Já a futura estação Vila Sônia serve apenas como depósito de material.

Consórcio culpa Metrô

O consórcio Isolux Córsan-Corviam disse em fevereiro as que empresas contratadas pelo Metrô atrasaram a entrega dos projetos e que isso aumentou o prazo da obra em 50%. A empresa diz ainda que o Metrô demora para aprovar serviços que não estavam no contrato inicial e que estes atrasos impactaram nos custos de pessoal, equipamentos e materiais.

O Metrô diz que o consórcio recebeu todos os projetos necessários para o andamento e afirmou ainda que para vencer a licitação, que é de 2012, o consórcio Isolux Córsan-Corviam ofereceu um desconto de até 42% no preço sugerido e que, desde o começo, ficou desconfiado de que a construtora não conseguiria cumprir o combinado. Como o consórcio apresentou toda a documentação exigida, o Metrô se viu obrigado a aceitar o negócio.

Perfil da Linha 4

A Linha 4 terá 11 estações, ao longo de quase 13 km entre a Luz e a Vila Sônia. A obra começou em 2004 e deveria ter sido entregue em 2009. Até agora, porém, só 7 estações foram concluídas. A última, a Fradique Coutinho, em Pinheiros, ficou pronta no fim do ano passado.

Fonte: G1 São Paulo

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