Prédio atingido por incêndio na Rua 25 de Março corre risco de desabar

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Fogo começou por volta das 3h30 e ainda não foi totalmente combatido.

Dois bombeiros que trabalhavam no combate às chamas passaram mal.

O prédio atingido por um incêndio nesta quinta-feira (15) na Rua 25 de Março nº 1222, no Centro de São Paulo, corre o risco de desabar, de acordo com a Defesa Civil. O fogo começou no subsolo do Shopping Saara por volta das 3h30 e continuava no início desta noite. A expectativa é que os trabalhos do corpo de Bombeiros durem até esta próxima madrugada.

Os bombeiros enfrentam muita dificuldade para combater o fogo porque o local é pequeno, sem janela, com muitos produtos inflamáveis como bolsas e roupas. O local tinha aproximadamente 200 lojas. A suspeita é que o incêndio tenha começado numa loja de bichos de pelúcia e outros comerciantes também dizem que um ventilador foi deixado ligado na lanchonete que acabou dando curto-circuito e o fogo se espalhou para uma loja vizinha que tinha um estoque de bolsas e meias. Dois bombeiros que trabalhavam no combate às chamas passaram mal.

A calçada na frente do prédio rachou e pelas rachaduras saia fumaça no final da tarde. Vários técnicos da defesa civil de vários distritos da capital estão trabalhando no local, pois a área de interdição é muito grande. Um deles nos disse que quando a calçada racha e a fumaça sai pela frestas é que o prédio afundou no leito da rua elevando a calçada.

Na rua de trás do Shopping Saara, a Rua das Flores que é uma pequena vila, alguns moradores estavam se recusando a sair do local no final da tarde, porém a grande maioria já tinha saído. Pois seria muito prejudicial a saúde respirar toda esta fumaça.

Um segurança notou o início do incêndio na madrugada e tentou conter as chamas com um extintor. No prédio, que fica entre a Rua Senador Queiroz e a Rua Paula Souza, além das lojas, funcionam também escritórios de importadoras e restaurantes.

Os bombeiros informaram ainda que o centro comercial não tinha Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros e nem alvará, documentos que permitem o funcionamento do local e atestam a segurança.

As imagens abaixo são do nosso repórter Willian Moreira que esteve no local e também apurou essas novas informações.

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