Governo de SP adia pedágio Free Flow em oito rodovias para 2027

O governo de São Paulo adiou para 2027 a implantação do pedágio free flow em oito rodovias importantes, incluindo Castelo Branco e Raposo Tavares. Inicialmente prevista para começar em setembro de 2026, a cobrança automática que dispensa paradas em cabines foi transferida para o primeiro dia do próximo ano. Essa decisão impacta vias que cortam o interior e a Grande São Paulo, afetando também as rodovias Santos Dumont, Dr. Celso Charuri, Tenente Celestino Américo, João Leme dos Santos, Bunjiro Nakao e Prefeito Livio Tagliassachi.

O que é o pedágio Free Flow e seus benefícios

O pedágio free flow funciona por meio de um sistema eletrônico que lê a placa ou a etiqueta eletrônica do veículo em pórticos instalados ao longo das rodovias. Essa tecnologia elimina a necessidade de paradas em cabines, cobrando o valor proporcional ao trecho percorrido. O governo estadual defende que o modelo reduz filas, evita acidentes e torna o pagamento mais justo para os usuários. Atualmente, o sistema opera em 15 rodovias estaduais sob administração privada, e a previsão é instalar 58 pórticos até 2030.

Motivos e impactos do adiamento

O adiamento da cobrança do pedágio free flow coincide com o início do próximo mandato estadual. O governador Tarcísio de Freitas, pré-candidato à reeleição em 2026, viu esse contrato como o único com previsão de iniciar novas cobranças neste ano. Para compensar a arrecadação perdida com o atraso, o governo assinou um acordo com a concessionária Motiva Sorocabana, que administra 460 quilômetros de rodovias, e pagará uma multa cujo valor não foi divulgado.

Apesar das vantagens apontadas, a tecnologia enfrentou protestos e ações judiciais de prefeituras desde sua estreia em 2024. A Motiva Sorocabana, antiga CCR, assumiu um contrato de 30 anos com investimento previsto de R$ 8,81 bilhões. Para a instalação do sistema free flow, foi necessária a demolição das antigas praças de pedágio até março de 2026.

O governo estadual ainda não esclareceu oficialmente os motivos detalhados do adiamento nem o valor da multa paga à concessionária.

O futuro do pedágio Free Flow em São Paulo

Mesmo com o adiamento, o pedágio representa uma mudança significativa na forma de cobrança nas rodovias paulistas. A expectativa é que o sistema traga mais fluidez ao trânsito e maior segurança nas estradas. A expansão do modelo para 58 pórticos até 2030 demonstra o compromisso do governo em modernizar a infraestrutura viária, apesar dos desafios enfrentados.

A implantação do pedágio free flow em rodovias importantes do estado reforça a tendência de adoção de tecnologias que facilitam a mobilidade urbana e rodoviária, alinhando-se a práticas internacionais de cobrança eletrônica.

O adiamento para 2027 permite que o governo e a concessionária ajustem o sistema e enfrentem as resistências locais, preparando o terreno para uma implementação mais eficiente e aceita pela população.

Em resumo, o pedágio free flow no estado de São Paulo avança, mesmo que com atraso, e promete transformar a experiência dos motoristas nas principais rodovias do estado.

Deixe um comentário