As obras da Linha 6-Laranja do Metrô de São Paulo avançam em diferentes ritmos nos 15 canteiros de estações que compõem o projeto. Inaugurado parcialmente em julho de 2026, o novo ramal já recebe passageiros em seis estações, mas ainda depende da conclusão de outras estruturas para conectar integralmente a Brasilândia, na zona norte, à região central da cidade.
Com 15,3 quilômetros de extensão, a linha é construída pela Acciona, por meio da concessionária Linha Uni, em regime de parceria público-privada (PPP) com o Governo do Estado de São Paulo. O empreendimento foi planejado para transportar aproximadamente 630 mil passageiros por dia e estabelecer conexões com as linhas 1-Azul, 4-Amarela e 7-Rubi, além de ampliar a integração com outros serviços ferroviários na região da Água Branca.
A situação das obras mostra que algumas estações já estão próximas da conclusão, enquanto outras ainda apresentam percentuais mais baixos, especialmente no trecho que seguirá em direção ao centro da capital.
Percentual de conclusão de cada estação
O levantamento mais recente com números para as 15 estações tem como referência 23 de outubro de 2026. Para as seis estações já abertas em operação assistida, foram utilizados os percentuais divulgados pela Secretaria de Parcerias em Investimentos em 3 de agosto, pois não foi localizada uma atualização oficial posterior individualizada para essas unidades.
Seis estações já recebem passageiros
O primeiro grupo de estações entrou em operação assistida em julho de 2026. Atualmente, os passageiros podem utilizar João Paulo I, Freguesia do Ó, Santa Marina, Água Branca, SESC-Pompeia e Perdizes. Segundo a Secretaria de Parcerias em Investimentos, a operação assistida permite acompanhar os sistemas, equipamentos e procedimentos em condições reais de funcionamento, enquanto são realizados os serviços finais de implantação.
Na atualização oficial de 3 de agosto, Água Branca liderava o avanço, com 98,24% de execução, seguida por Santa Marina, com 96,76%, e Perdizes, com 95,23%. A operação assistida não significa que todas as obras dessas estações estejam definitivamente encerradas. Ainda existem atividades de acabamento, ajustes e testes necessários para a conclusão integral do empreendimento.
Brasilândia e Itaberaba estão entre as próximas entregas
Na zona norte, as estações Brasilândia e Itaberaba-Hospital Vila Penteado concentram parte das próximas etapas de conclusão. A Brasilândia chegou a 96,34% de execução, enquanto Itaberaba-Hospital Vila Penteado alcançou 87,72%, conforme os números consultados no painel da concessionária em outubro.
As duas estações tinham previsão inicial de entrega em outubro de 2026, mas não foram abertas naquele mês. A expectativa divulgada para o empreendimento passou a ser a conclusão dessas unidades até o final de 2026.
A estação Maristela, também localizada na zona norte, apresenta 70,89% de execução e integra o conjunto de estruturas cuja conclusão está prevista para a etapa seguinte do projeto.
14 Bis-Saracura é a estação mais atrasada
No trecho central, a estação 14 Bis-Saracura apresenta a menor evolução entre as 15 unidades, com 15,55% de execução. A construção enfrenta dificuldades relacionadas à descoberta de vestígios arqueológicos durante as escavações. Os achados estão associados ao antigo Quilombo Saracura, importante referência da história da população negra na região do Bixiga.
A situação tornou essa estação um dos pontos mais complexos do cronograma da Linha 6-Laranja. Seu percentual de execução está bastante distante das demais estruturas, e a conclusão prevista para 2027 depende da continuidade dos trabalhos e das etapas necessárias para preservar e tratar os achados arqueológicos.
Quando a Linha 6-Laranja estará totalmente concluída?
O planejamento do Governo de São Paulo prevê a conclusão integral da Linha 6-Laranja em 2027, quando todas as 15 estações deverão estar disponíveis aos passageiros. O ramal terá integração com a Linha 1-Azul, na estação São Joaquim; com a Linha 4-Amarela, em Higienópolis-Mackenzie; e com a Linha 7-Rubi, na Água Branca. A infraestrutura também permitirá conexões com outros serviços ferroviários na região.
Com a operação completa, a expectativa é reduzir de aproximadamente 1h30 para 23 minutos o deslocamento entre a Brasilândia e o centro da capital, percurso atualmente realizado principalmente por ônibus.
A Linha 6-Laranja representa uma ampliação importante da rede metroviária paulistana, especialmente para os moradores da zona norte, que terão uma ligação direta sobre trilhos com regiões de emprego, educação e serviços da cidade.