A licitação para a concessão do transporte público coletivo em Campinas revelou os vencedores na tarde do dia 5 de março de 2026. O Consórcio Grande Campinas assumiu o Lote Norte, que cobre as regiões Norte, Oeste e Noroeste da cidade. Já o Lote Sul, abrangendo as regiões Leste, Sul e Sudoeste, ficará sob responsabilidade da Sancetur – Santa Cecília Turismo Ltda. A sessão de abertura dos envelopes durou cerca de duas horas e contou com a presença de autoridades municipais, representantes das empresas concorrentes, convidados e imprensa.
Detalhes da concorrência e tarifas em Campinas
O Lote Sul enfrentou disputa entre Sancetur, Consórcio Andorinha e Consórcio VCP Mobilidade. Após a abertura das propostas, a tarifa de remuneração inicial partiu de R$ 11,21. A Sancetur ofereceu tarifa de R$ 9,54, garantindo a vitória com um deságio de 14,90%. Para o Lote Norte, três concorrentes disputaram: Sancetur, Consórcio Grande Campinas e Consórcio Mov Campinas. A tarifa inicial foi de R$ 11,76, e o Consórcio Grande Campinas venceu com tarifa de R$ 9,49, um deságio de 19,30%. A tarifa de remuneração considera custos operacionais e investimentos previstos, diferente da tarifa pública paga pelo usuário.
Autoridades e acompanhamento do processo em Campinas
O prefeito de Campinas, Dário Saadi, acompanhou o leilão junto com o diretor-presidente da Emdec, Vinicius Riverete, o secretário municipal de Transportes, Fernando de Caires, e outros representantes da administração municipal. Também participaram diretores da Emdec e Setransp, membros da Procuradoria Geral do Município e integrantes do Conselho Municipal de Mobilidade Urbana, garantindo transparência e fiscalização rigorosa durante a sessão pública.
Novas diretrizes da concessão do transporte público em Campinas
O contrato de concessão terá duração de quinze anos, prorrogáveis por mais cinco, abrangendo o serviço de transporte coletivo de passageiros, transporte para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida (PAI-Serviço), além dos serviços nos terminais e estações do BRT. A concessão prevê renovação da frota com pelo menos 60 ônibus elétricos nos primeiros anos e veículos Euro 6 para o restante, promovendo uma frota menos poluente e 100% acessível. Alternativas de propulsão como biometano, GNV e hidrogênio também poderão ser incorporadas.
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Bilhetagem eletrônica e governança compartilhada
O sistema de arrecadação e remuneração adotará bilhetagem eletrônica com participação mista do poder público, operadoras e Emdec. A estrutura funcionará por meio de uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) com governança compartilhada, garantindo segurança, rastreabilidade financeira e transparência. A Emdec terá participação estratégica e fiscalização contínua, apoiada por auditoria independente.
Qualidade e desempenho do transporte público na cidade
A remuneração das operadoras dependerá do desempenho operacional e da qualidade dos serviços, com indicadores que medem regularidade, pontualidade, limpeza, acessibilidade e satisfação do usuário. O sistema terá maior padronização e mecanismos robustos de fiscalização para garantir a excelência na operação.
Investimentos previstos para o transporte público em Campinas
Os investimentos em renovação da frota alcançarão quase R$ 900 milhões nos primeiros cinco anos e mais R$ 800 milhões nos dez anos seguintes, totalizando R$ 1,7 bilhão em 15 anos. Além disso, haverá aportes em tecnologia embarcada, terminais e estações, somando R$ 1,9 bilhão. Essas ações visam modernizar e ampliar a eficiência do transporte público em Campinas.
informações e transparência sobre o transporte público em Campinas
Todas as informações sobre a nova concessão do transporte coletivo em Campinas permanecem disponíveis nos sites da Setransp e da Emdec, garantindo acesso público e transparência sobre o processo e os avanços no sistema de transporte da cidade.
